Soja na Semana: Mercado tem dias de volatilidade na CBOT e pouca movimentação no Brasil

Publicado em 25/01/2013 16:48
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A atenção do mercado de soja está completamente voltada para o desenvolvimento da safra na América do Sul e os impactos que as condições climáticas vem gerando sobre as lavouras, principalmente no Brasil e na Argentina. Nesta semana, os negócios em Chicago foram marcados pela volatilidade, já que os negócios acontecem a cada divulgação de nova previsão climática e, no mercado interno, foi mantido ritmo lento das negociações com os preços ainda procurando um direcionamento mais expressivamente definido. 

Na Argentina, a safra agora sofre com uma estiagem que em algumas regiões já chega a 20 dias. No início do ciclo produtivo, entretanto, o excesso de chuvas comprometeu o bom desenvolvimento do plantio e chegou até mesmo a alagar alguns campos. Entre quarta e quinta-feira, foram registradas algumas chuvas, porém, segundo analistas, essas ainda são insuficientes para reverter o déficit hídrico de algumas localidades. Afinal, as precipitações que chegaram - e também as previstas - são esparsas, irregulares e pouco volumosas.     

Já no Brasil, a situação é ainda mais irregular. No Rio Grande do Sul, algumas áreas sofrem com o clima seco, enquanto no Mato Grosso, por exemplo, os produtores enfrentam algumas dificuldades para colher sua soja em função as precipitações excessivas. 

Preços - No início dessa semana, os principais vencimentos da soja negociados na Bolsa de Chicago exibiram um forte avanço, bem como expressivas altas nos últimos 10 dias. Em função de preocupções com uma possível redução na oferta diante de uma demanda bastante agressiva, as cotações chegaram a superar os US$ 14,50. 

Entretanto, já nos últimos pregões da semana os preços passaram a recuar com intensidade diante de movimentos de realizações de lucros e também das previsões de chuvas para a Argentina. 

Porém, o mercado já recuperou parte dessas baixas. Analistas afirmam que as chuvas na Argentina são insuficientes e ainda não são capazes de provocar quedas mais expressivas em Chicago, já que os fundamentos de oferta e demanda ainda são positivos. 

No mercado interno, por conta dessa volatilidade em Chicago, os preços não indicam movimentações muito significativas, com os produtores negociando com mais cautela. Entre os principais estados produtores, a saca de soja em Rondonópolis/MT caiu de R$ 54 para R$ 52; no Paraná, Cascavel, recuou de R$ 60 para R$ 59,50. Já em Dourados/MS, o valor subiu de R$ 55 para R$ 56.  
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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