CBOT: Com logística ineficiente no Brasil, soja opera em alta

Publicado em 05/03/2013 10:55 e atualizado em 05/03/2013 16:37
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Após encerrar a sessão anterior com altas de dois dígitos, os futuros da soja operam do lado positivo da tabela nesta terça-feira (5). Por volta das 12h30 (horário de Brasília) as principais posições negociadas na Bolsa de Chicago registravam ganhos de dois dígitos. O contrato março/13 conseguiu ultrapassar o patamar de resistência de US$ 15/bushel.

Segundo o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, os problemas logísticos têm exercido pressão positiva nos preços em Chicago.  E a ausência de produto brasileiro no mercado internacional influencia positivamente as cotações futuras, mas por outro lado  pressiona para baixo os preços pagos aos produtores.

No Brasil, temos prêmios negativos para embarques imediatos. Temos um mercado interno na contramão, que acaba sendo prejudicado, embora visivelmente temos uma elevação nos preços lá fora, explica Motter.

O economista destaca que a fila de navios nos portos esperando para carregar chega há 50 dias. Além disso, nos embarques, o grão ainda compete com o milho e o farelo de soja, o que dificulta o escoamento da produção de soja brasileira. Diante desse cenário, muitos países importadores, principalmente, a China, têm preferido comprar o grão nos EUA, que possui estoques ajustados, para se protegerem dos atrasos nos embarques pelos portos do país. 

As exportações norte-americanas permanecem em ritmo acelerado nessa temporada. O economista sinaliza que o país, já exportou até o momento 31.2 milhões de toneladas contra 24.7 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. 

Por outro lado, apesar desse quadro os preços futuros estão confinados em um patamar entre US$ 14/bushel, patamar que sugere aos investidores mais compras e US$ 15/bushel que está sendo entendido como um nível de venda. E a questão logística passa a ser nesse momento, o centro de formação de preços antes era o clima e nas próximas semanas o mercado deve começar a observar o plantio nos EUA, acredita o economista.

Além disso, na sexta-feira (8) será divulgado o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A expectativa do mercado, é que o departamento norte-americano reduza os estoques de soja do país. 

Tudo indica que haja também uma redução na projeção da safra argentina, em função dos problemas climáticos, e o número da safra brasileira deve ser mantido. Depois disso, o mercado voltar às atenções para o clima nos EUA se será favorável para a produção de grãos, pois caso se concretize uma safra recorde, os preços futuros devem ficar pressionados no segundo semestre, diz o economista.
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Por Fernanda Custódio
Fonte Notícias Agrícolas

4 comentários

  • Heure Aevum Praia Grande - SP

    Caro Editor quer dizer que não vai ter soja, e vai ter caos logístico???
    Ué a Logística não é a mesma de 511 anos atrás mais o que foi construído em 2012 BR163MT, BR359, BR146, BR163PR??
    Ou seja a matéria esta sem sentido, ou a safra é recorde, ou não tem caos logístico, ou as duas coisas safra recorde e será tudo exportado normalmente. Lembraremos dessa matéria ao final do ano,

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  • salvador reis neto Santa Tereza do Oeste - PR

    super safra anunciada aos quatro cantos do parana e lorota pergunte a qualqer agricultor pranaense e vao seber a vardade, dois veranicos um em novembro e outro em janeiro e juvarada em feverreiro na colheita essa que e a realidade do nossso estado.

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  • salvador reis neto Santa Tereza do Oeste - PR

    plantamos mais soja no brasil por isso teremos uma safra maior se comparada a outros anos, mas en questao de produtividade a safra sera abaixo da media, fechamos a colheita por aqui e o resultado e de 20% a menos do mormal, super safra tem que ser em produtividade e nao em aumento de area plantada,mas quem sabe o ano que vem afinal o produtor nao desiste de tentar de denovo. quem puder segure para vender aos poucos a tendencia e que o preço suba denovo.e vamos em frente.

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  • Euripedes Mario Dutra Maracaju - MS

    Nao ha soja no mundo todos os estados do Brasil perdeu por as secas que passamos teremos bons rendimentos com certeza num breve futuro.

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