CBOT: Soja realiza lucros e tem leve queda nesta 6ª feira

Publicado em 22/03/2013 08:23
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Na manhã desta sexta-feira (22), os futuros da soja operam com leves baixas na Bolsa de Chicago, realizando lucros após as intensas altas da sessão anterior. Por volta das 8h (horário de Brasília), a oleaginosa registrava perdas de pouco mais de 4 pontos, depois de fechar com quase 30 pontos de alta no pregão anterior. 

Apesar da expressiva recuperação vista nesta quinta-feira e do cenário fundamental ainda positivo, analistas afirmam que o mercado não conta com uma tendência definida para os preços, os quais estão "presos" no intervalo entre os US$ 14 e US$ 15 por bushel. Ao romper uma dessas barreiras, o mercado poderia, segundo os especialistas, encontrar uma direção mais definida. 

Veja como terminaram os negócios na sessão de ontem:

Soja: Mercado avança em Chicago e fecha com alta de quase 30 pts

A soja encerrou a sessão desta quinta-feira (21) na Bolsa de Chicago com mais de 20 pontos nos principais vencimentos. Os contratos maio e julho/13, que são atualmente os mais negociados, registraram os ganhos mais expressivos, que se aproximaram dos 30 pontos. "O mercado caiu severamente durante várias sessões, ameaçou a barreira dos US$ 14 no suporte e, em dois rallys, já conseguiu chegar nos US$ 14,50", disse o analista Vinícius Ito, da Jefferies, de Nova York. 

Depois de seis pregões consecutivos de baixa, os preços da soja acabaram tornando-se mais atrativos, uma vez que encontraram um piso, e atraíram os investidores e compradores de volta ao mercado. Em uma análise técnica, Antonio Domiciano, gestor da SmartQuant, afirma que o mercado já vem há alguns meses lateralizado, e mostra esse nível de preços dos US$ 14 como um patamar que atrai compradores. 

Porém, os produtores precisam estar atentos ao movimento do mercado, uma vez que, caso perca esse patamar dos US$ 14, rompe uma figura de queda em termos gráficos e o mercado pode cair novamente, em um primeiro momento. "Graficamente, o mercado está há praticamente cinco meses sem tendência. Ele tenta subir, tenta descer, mas não sai do lugar, está se batendo entre os US$ 14 e US$ 15", explica Domiciano.

Outro fator que contribuiu para essa alta dos preços foi a firmeza do mercado interno norte-americano, segundo Vinícius Ito. De acordo com o analista, há um interesse de compra por parte das indústrias esmagadoras norte-americanas e o cenário de uma oferta bastante ajustada permanece, além da aquecida demanda mundial pela oleaginosa. 

No próximo dia 28, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga suas novas estimativas sobre os estoques trimestrais no país e os números deverão confirmar baixos volumes tanto para soja quanto para o milho, fator que favorece uma alta dos preços na Bolsa de Chicago. 

No positivo pregão desta quinta, nem mesmo os dados fracos de exportações semanais de soja dos Estados Unidos pressionaram os futuros da oleaginosa. O volume reportado foi a metade do esperado pelo mercado e 84% menor do que o registrado na semana anterior. 

"Os números das exportações norte-americanas vieram fracos, com aproximadamente a metade do volume esperado pelo mercado. Então, da ótica do mercado nos Estados Unidos, o pregão de hoje em Chicago poderia ser mais fraco, porém, os preços já encontram suporte nesses problemas logísticos sofridos pelo Brasil, com uma possível volta da demanda para o produto dos EUA", afirma Flávio França, analista de mercado da Safras & Mercado. 
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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