Soja: À espera do USDA, mercado segue operando sem direção

Publicado em 25/03/2013 14:58 e atualizado em 25/03/2013 16:22 590 exibições
Na sessão desta segunda-feira (25), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam sem um direção definida à espera dos próximos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na quinta-feira (28). Ao longo dos negócios de hoje, o mercado já transitou pelos dois lados da tabela, porém, por volta das 14h30 (horário de Brasília), trabalhavam no vermelho, perdendo pouco mais de 4 pontos nos principais vencimentos. 

À espera por essas novas informações, os investidores operam em compasso de espera, atuando com mais cautela e optando por mais uma sessão de realização de lucros. "Esses números vão dar uma indicação se a situação nos Estados Unidos está mais apertada, como muitos imaginam, e isso pode dar um bom direcionamento para o mercado a partir da semana que vem", afirma o analista de mercado Glauco Monte, da FCStone. 

O que limita as baixas no mercado internacional e o anúncio da venda de 234 mil toneladas de soja dos EUA para a China da safra nova e também os embarques semanais norte-americanos, que ficaram acima do registrado na semana passada. Além disso, no cenário fundamental a situação ainda é a mesma de uma oferta mais ajustada e de demanda extremamente aquecida. 

Logística brasileira - Ao mesmo tempo, o mercado ainda sente a influência dos gargalos logísticos do Brasil. As estradas e portos continuam sofrendo com o congestionamento e o escoamento da safra brasileira segue comprometido e forçando, segundo analistas, uma volta da demanda para os EUA. 

"Estamos com a entrada da safra brasileira bem forte agora, apesar de problemas pontuais, e isso está pressionando os prêmios agora e pode pressioná-los mais para frente", explica Monte. O analista diz ainda que os Estados Unidos estão vendendo um volume um pouco maior do que se imaginava e aqui no Brasil exportamos em um ritmo mais lento do que deveria estar sendo feito, o que pesa sobre o mercado. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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