Indefinição do clima nos EUA traz incerteza sobre resultados da safra nova

Publicado em 18/07/2013 16:27 e atualizado em 19/07/2013 09:28 1627 exibições

A Lanworth divulgou uma nova previsão para as safras mundias de milho e soja revisando seus números para baixo para ambas as culturas. Segundo a empresa, esse reajuste para menos é consequência de um clima "inesperadamente quente e seco nos Estados Unidos", segundo informações de seu boletim. 

Para o milho, a projeção para a produção global caiu de 961 milhões para 956 milhões de toneladas e, para a soja, a redução foi de 1 milhão de toneladas e a produção foi estimada em 283 milhões de toneladas. 

A Lanworth reduziu seus números também para as safras dos Estados Unidos. A colheita do milho foi projetada pela empresa em 346,7 milhões de toneladas, enquanto a previsão anterior era de 353,08 milhões de toneladas. No caso da soja, os números foram de 90,22 milhões de toneladas frente às 91,44 milhões de toneladas estimadas anteriormente. 

Outro número que sofreu uma redução foi o referente à safra de milho da China. Também por conta de problemas com o clima, a produção foi revista de 217 milhões para 216 milhões de toneladas. 

Nos últimos dias, as previsões e mapas climáticos indicavam para dias com temperaturas mais elevadas e tempo mais seco, com pouca ou nenhuma chuva registrada no Meio-Oeste, principal região produtora de grãos do país. 

Essas previsões chegaram até mesmo a exercer um bom impacto para os preços tanto da soja quanto do milho na Bolsa de Chicago. No entanto, novas previsões já indicam uma melhora nas condições climáticas e há duas sessões as cotações vêm registrando baixas no mercado internacional.

Novos mapas de um determinado modelo climático indicam para chuvas bastante volumosas e de grande abrangência para o fim do dia nesta sexta-feira (19) e começo do sábado (20). Ao mesmo tempo, outro modelo aponta para chuvas também, porém, de menores volume e abrangência. 

Essas divergências entre as informações acabam deixando com que a volatilidade se faça cada dia mais presente nos negócios do mercado internacional de grãos. 

"É muito difícil medir o que está acontecendo com as lavouras americanas. Nós sabemos que é possível que haja uma redução de área, além de uma primavera muito fria, e isso permite também o aparecimento de algumas doenças como a morte súbita, mas isso só se verifica no enchimento do grãos, entre agosto e setembro", explicou Liones Severo, consultor de mercado do SIMConsult. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    China produção de milho são 217 milhões de tons e ainda não é o suficiente. A China teve problema no suprimento de farelo de soja devido ao atraso dos embarques de soja brasileira durante os meses de abril a junho. Os anúncios de gripe aviária e orelha azul no suíno, foi para conter o consumo de ração que não conseguiam formular pela falta de farelo de soja. Problema resolvido, aumentou substancialmente a demanda por ração com a reconstituição dos alojamentos e vara de suínos. Tanto é que o recebimento (importação) de soja de julho está estimado no recorde de 8.0 milhões de toneladas, mas os estoques de soja nos portos são apenas 4.6 milhões de toneladas, os mais baixos dos últimos 4 anos para o período. O aumento de farelo para ração eleva 4 vezes mais a utilização do milho. Então....

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  • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG

    China, 271 milhões de Toneladas? Deve ter algum erro na informação, não?

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