Grãos buscam acomodação e têm movimentos pouco expressivos em Chicago

Publicado em 01/08/2013 07:54
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Os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago operam sem direção definida, em campo misto na manhã desta quinta-feira (1). As perdas não se aproximam dos dois pontos, assim como as baixas, com movimentos pouco expressivos. O mercado tenta encontrar uma acomodação após dias de fortes baixas nas últimas sessões. 

No mercado da soja, os preços ainda encontram suporte no quadro apertado de oferta e demanda nos Estados Unidos, com os estoques muito ajustados e a demanda aquecida. Depois das recentes quedas, o grãos mais barato voltou a atrair os compradores, estimulando bons ganhos para a oleaginosa ontem, quando o vencimento agosto encerrou o dia subindo mais de 20 pontos. 

Por outro lado, o mercado ainda observa o clima favorável à nova safra que se desenvolve nos Estados Unidos. No entanto, ainda há possibilidade de uma geada precoce atingir as lavouras e prejudicar a cultura de grãos, com mais intensidade na produção de soja. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira (31):

Soja: com volta dos compradores, mercado fecha o dia em alta na CBOT

A soja fechou o pregão desta quarta-feira (31) em alta na Bolsa de Chicago. O grão mais barato depois das recentes baixas atraiu os compradores para o produto norte-americano e a cotação de agosto voltou a subir com força, encerrando o dia com 24 pontos de alta. Já para os contratos da safra nova, que terminaram os negócios com ligeiros ganhos, o dia foi de ajuste técnico depois das fortes perdas das últimas sessões. 

Os futuros da soja negociados na CBOT perderam importantes patamares de preços nos últimos dias, estimulando as compras por parte, inclusive, das indústrias norte-americanas que, mesmo abastecidas, aproveitaram para aumentar seus estoques, segundo explicou a analista de mercado Nicole Brum, da Agrinvest. 

"Vimos uma recuperação do mercado físico norte-americano, muitas indústrias procurando barganhas e o produtor que vendeu bastante na última semana esteve mais confortável para tentar segurar os preços em um patamar mais elevado, fazendo com que os compradores viessem de encontro a esses níveis de preços", explicou Nicole. 

Contribuindo com esse cenário, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou duas vendas de soja com entrega para safra 2013/14, sendo uma de 290 mil e a outra de 120 mil toneladas para destinos não revelados. Ainda de acordo com a analista, essas vendas indicam que os preços mais baixos, portanto, estimulam com firmeza a demanda pelo produto dos EUA. 

Novas altas no contrato agosto poderiam ser estimuladas, como explica Nicole, pelo mercado do farelo de soja, com as exportações ainda aquecidas e com tendência de que possam aumentar. 

Safra Nova - Nos contratos referentes à safra nova, o mercado fechou do lado positivo da tabela, refletindo uma recuperação técnica dos preços depois das fortes quedas dos últimos dias. 

Além disso, a previsão de um clima mais quente para alguns estados produtores do Meio-Oeste americano. Para a analista da Agrinvest essa previsão não é algo que exige uma preocupação excessiva, já que ainda não poderia prejudicar as atuais perspectivas de boa produtividade para as lavouras norte-americanas. No entanto, serve como alguma sustentação para o mercado. 

"O mercado tende a se acomodar nesse vencimento de novembro, que é o vencimento mais importante nesse momento. Ele deve se manter nessa casa dos US$ 12 por bushel até que tenhamos novidades sobre o clima nos EUA, que até o momento está bom. Mas, o mercado ainda trabalha com uma possibilidade de geada precoce, o que seria muito prejudicial para a soja" explica. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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