Apesar de persistência da seca nos EUA, soja fecha em queda

Publicado em 04/09/2013 17:28
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A soja encerrou a sessão regular desta quarta-feira (4) com expressiva baixa na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos da oleaginosa recuaram mais de 30 pontos e perderam o patamar dos US$ 14 por bushel. No entanto, analistas afirmam que os fundamentos permanecem positivos. No mercado do milho, as cotações também recuaram e, no de trigo, os vencimentos fecharam em campo misto. 

A baixa registrada pelos preços da soja nesta quarta, segundo analistas, foi um movimento técnico do mercado. Os fundos de investimentos optaram por liquidar parte de suas posições diante de preços mais atrativos, realizando algumas vendas e pressionando as cotações. "A alta inspira um certo volume de vendas para quem faz operações imediatas como tomada de lucros", explica o economista da Granoeste Corretora, Camilo Motter. 

Além disso, segundo explicou o analista de mercado Stefan Tomkiw, da Jefferies Corretora, os fundos também se desfazem de suas posições em função da proximidade da colheita da nova safra dos Estados Unidos, tentando encontrar um melhor posicionamento. Paralelamente, muitos produtores norte-americanos observaram as fortes altas dos últimos dias para entrarem vendendo no mercado, fixando preços em importantes patamares, o que também pesou sobre o mercado. 

Outro fator que pesa sobre os preços é o último relatório de acompanhamento de safra divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta terça (3). O órgão reportou um recuo de 58 para 54% no índice das lavouras de soja em boas ou excelentes condições. Porém, as expectativas dos analistas era de que se número viria bem menor dada as condições de clima bastante desfavoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. Em alguns estados-chave na produção de grãos não chove há quase um mês. 

"O estágio das lavouras já está relativamente avançado, atrasado no sentido de ter sido plantado mais tarde, mas já estamos em setembro e com algumas semanas se inicia a colheita (...) temos uma nova safra chegando em poucas semanas", e isso também pressiona o mercado, uma vez que a entrada dessa nova oferta exerce, sazonal e tradicionalmente, os preços, segundo Motter. 

Essas incertezas, portanto, culminam em uma intensa volatilidade no mercado futuro de grãos, a qual é acentuada pela espera pelo novo boletim de oferta e demanda que o USDA traz na próxima quinta-feira, dia 12 de setembro. As informações são aguardadas com ansiedade pela mercado, depois das severas condições de seca em importantes estados produtores estarem prejudicando as lavouras do país. 

Completando o cenário de baixa para a sessão de hoje, o mercado contou ainda com previsões de chuvas para daqui a 10 dias em Iowa, Illinois e Minnesota. No entanto, Tomkiw afirma que são chuvas ainda incapazes de reverter os danos causados pela falta de chuvas que já dura quase um mês. Assim, os fundamentos, principalmente os climáticos, permanecem inalterados. A seca ainda castiga o Corn Belt e as lavouras perdem produtividade a cada dia. 

Veja como ficaram os preços dos grãos no fechamento desta quarta-feira:

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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