Soja: Mercado registra volatilidade e opera em campo misto na CBOT

Publicado em 06/09/2013 12:09 e atualizado em 06/09/2013 12:45
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O mercado internacional da soja opera com intensa volatilidade na sessão regular desta sexta-feira (6) na Bolsa de Chicago. Os preços encerraram o pregão eletrônico em alta, estenderam parte dos ganhos para o pregão regular, porém, logo passaram a operar em campo misto. O vencimento setembro/13, por volta das 11h40 (horário de brasília), subia 4,50 pontos. No mesmo momento, as demais posições perdiam pouco mais de 5 pontos. 

O mercado caminha de lado nesta sexta frente a uma falta de direcionamento mais claro para os preços antes do final de semana. De um lado, o mercado no curto prazo, segundo analistas, avança diante da falta de soja que continua preocupando os investidores e da severa estiagem que castiga as principais regiões produtoras dos Estados Unidos.

"É uma pausa para um raciocínio, o mercado está lateralizado. Mas, na semana que vem, o mercado deverá caminhar melhor à espera pelos números que o USDA divulga na próxima quinta-feira (12)", diz Maurício Correa, analista do SIMConsult. 

Por outro lado, os investidores tentam encontrar também um melhor posicionamento antes da divulgação do novo relatório de acompanhamento de safra que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no dia 12 de setembro. As expectativas de consultorias e corretoras privadas é de que o departamento traga uma redução, principalmente, da produtividade das lavouras de soja em função das condições de clima bastante adversas. 

Ao mesmo tempo, esse clima adverso, por conta da estiagem que já dura quase um mês nos campos norte-americanos, ainda traz bastante instabilidade para os negócios em Chicago, uma vez que os modelos climáticos observados pelo mercado continuam divergindo sobre as previsões para as próximas semanas. 

Analistas acreditam que as chuvas que estão previstas para os próximos dias no Corn Belt, a partir de domingo, não serão suficientes para reverter os danos causados pela seca. Isso porque as chuvas são pouco volumosas, localizadas e chegariam em um período crítico para o desenvolvimento das plantas. 

Os movimentos de compra e venda dos fundos de investimento também acentuam a volatilidade nos negócios no mercado internacional. "Os fundos, quando percebem que os preços estão muito baixos, é comprador e, da mesma forma, quando observa os picos de alta, é vendedor, pois querem realizar lucros. Esse é o movimento que aconteceu durante toda a semana e que vai continuar acontecendo até que saibamos em termos de safra americana, então, essa volatilidade deve continuar", segundo explicou o analista da Bocchi Administradora de Negócios, Leonardo Mussury. 

O analista lembra ainda que a movimentação do dólar também influencia diretamente na formação dos preços. "A flutuação climática e a situação cambial são fatores determinantes para essas oscilações tão profundas e incisivas que vêm acontecendo nos últimos dias". Essa variação, principalmente do dólar, pesa expressivamente na formação dos preços da soja no mercado interno, que chegam a oscilar de R$ 2,00 a R$ 3,00 por saca. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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