CBOT: Soja opera com ligeira baixa; milho e trigo têm leves ganhos

Publicado em 25/10/2013 06:44 e atualizado em 25/10/2013 09:22 981 exibições

A soja chega ao final da semana sem força no mercado internacional e os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago, por volta das 10h (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados perdiam entre 1,75 e 5 pontos. O mercado tenta se manter próximo da estabilidade, com oscilações pouco expressivas e, durante a madrugada, chegou a registrar alguns ganhos. 

Para alguns analistas, as previsões de clima favorável para a colheita nos EUA, depois de os trabalhos de campo acontecerem sob a neve no Corn Belt, exercem uma leve pressão negativa sobre as cotações. Por outro lado, uma ligeira realização de lucros também provoca as pequenas perdas, movimento natural dada a proximidade do final de semana.

Entretanto, os fundamentos de um cenário de oferta e demanda muito ajustada, tanto na soja em grão quanto no farelo, ainda oferecem sustentação ao mercado e limita o recuo dos preços na CBOT. A intensa procura pelo produto norte-americano, principalmente por parte da China, segue no foco dos investidores. 

Os mercados do milho e do trigo também tentam se manter próximos da estabilidade, mas, na contramão da soja, operam com pequenos ganhos em Chicago. Às 10h15 (Brasília), o milho subia pouco mais de 0,25 ponto nos contratos mais negociados, enquanto as altas do trigo superavam os 2 pontos. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja tem realização de lucros, mas fundamentos seguem positivos

Com um movimento de realização de lucros no final da sessão regular desta quinta-feira (24), a soja fechou o dia em campo negativo na Bolsa de Chicago. As perdas, no entanto, não chegaram a 2 pontos nos contratos mais negociados e os primeiros vencimentos, novembro/13 e o janeiro/14, permaneceram na casa dos US$ 13 por bushel. 

Durante todo o pregão regular, o mercado operou em alta, com sustentação na firme demanda mundial pela soja norte-americana. Nesta quinta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou números das exportações da semana de 27 de setembro a 3 de outubro com números que se aproximaram de 1 milhão de toneladas, confirmando essa demanda muito forte. 

O mercado internacional de farelo de soja também segue muito aquecido, exercendo importante e significativa influência positiva sobre os preços do grão em Chicago. As vendas do produto, na mesma semana, reportadas pelo USDA ficaram em 850 mil toneladas enquanto as expectativas variavam entre 150 mil e 250 mil toneladas. A venda semanal foi a maior desde 1991, quando, em um mesmo intervalo de tempo, foram vendidas 664 mil toneladas. 

Assim, os preços são estimulados pelo ajustado quadro de oferta e demanda, e registram valores historicamente altos. Segundo Liones Severo, consultor de mercado do SIM Consult, o derivado de soja tem sido negociado, mundialmente, entre US$ 80 e US$ 100 por tonelada curta, números acima do que vêm sendo registrados em Chicago. 

Nesse ritmo, os Estados Unidos deverão somar, nos próximos dias, ainda segundo Severo, 30 milhões de toneladas de soja vendidas das 37 milhões de toneladas destinadas para a exportação até 31 de agosto de 2014, e o farelo, 5 milhões das 8,2 milhões de toneladas estimadas pelo USDA. “Dentro dessa tendência de ritmo de vendas, na qual o Brasil e a Argentina não estão oferecendo o farelo que o mundo precisa, os EUA terá um grande problema com a soja e o farelo, exportando provavelmente até o mês de dezembro deste ano", acredita o consultor. 

Para Severo, os números de oferta e demanda que o departamento norte-americano traz no próximo dia 8 de novembro têm de ser altistas o suficiente para provocar uma alta expressiva nas cotações que sejam capazes de frear a demanda, ou seja, o racionamento por preços altos. A consequência, de acordo com o consultor, será preços mais atrativos e remuneradores para os produtores brasileiros mais adiante. 

O que agrava esse cenário de aperto de oferta é a situação climática nos Estados Unidos. Em alguns estados como Iowa, Illinois, Dakota do Sul e Minnesota, a colheita se desenvolve sob a incidência de neve. Ao mesmo tempo, diante desse cenário, com a colheita se encaminhando para a fase final, os produtores norte-americanos retém seu produto, seguram suas vendas e aguardam por melhores momentos para comercializar. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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