Soja opera em alta mesmo com expectativa baixista para o USDA

Publicado em 06/11/2013 11:39 e atualizado em 09/03/2020 08:47 1401 exibições

Nesta quarta-feira (6), o mercado internacional de grãos ainda caminha de lado, esperando pelos novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgará na sexta-feira, dia 8 de novembro. As expectativas dos traders os deixam mais contidos, na defensiva, justificando os movimentos pouco expressivos da soja, do milho e do trigo na Bolsa de Chicago. 

Porém, por volta das 14h50 (horário de Brasília), os futuros da soja negociados na CBOT registravam bons ganhos na sessão regular. Às 15h (horário de Brasília), os contratos mais negociados registravam ganhos de mais de 8 pontos e o vencimento janeiro/14 era cotado a US$ 12,58 por bushel, subindo 8,25 pontos. No mesmo momento, o milho também tentava se manter do lado positivo da tabela, porém, ainda estável, sem oscilações muito acentuadas. 

As expectativas do mercado são de que os números apresentados pelo departamento norte-americano venham maiores do que os apresentados no boletim de setembro, o último divulgado, tanto para a soja quanto para o milho de produção e produtividade. Entretanto, ao mesmo tempo, a demanda mundial extremamente aquecida pelo produto norte-americano ainda dá suporte aos preços ou, ao menos, uma limitação ao recuo do mercado. 

Das 37 milhões de toneladas projetadas pelo USDA para serem exportadas pelos EUA, cerca de 32 milhões já foram comercializadas e o novo ano comercial se encerra somente em agosto de 2014. Assim, como explicou o consultor de mercado Liones Severo, do SIM Consult, os estoques norte-americanos deverão ser insuficientes para atender esse consumo. 

Segundo projeções da Agrinvest Commodities, a produção de soja dos Estados Unidos, na temporada 2013/14, deverá ficar entre 85,46 milhões e 89,81 milhões de toneladas. Em setembro, a safra foi estimada em 85,7 milhões de toneladas. Sobre a produtividade da oleaginosa, a Agrinvest aposta em algo entre 47,05 e 49,1 sacas por hectare, contra 46,72 sacas do boletim anterior. Já a área colhida pode vir, segundo a corretora, entre 30,23 milhões e 31,16 milhões de hectares, contra os 30,92 milhões de setembro. 

Para o milho, a expectativa é de uma produção entre 340,89 milhões e 364,76 milhões de toneladas, com uma produtividade de 164,67 a 172,82 sacas por hectare. No relatório de setembro, esses números foram de 351,64 milhões de toneladas e 164,05 sacas por hectare. A área colhida é esperada para algo entre 35,17 milhões e 36,07 milhões de hectares e, em setembro, a estimativa era de 36,06 milhões de hectares.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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