Soja: mercado tem sessão volátil, mas permanece sustentado

Publicado em 11/12/2013 12:19 1268 exibições

O mercado internacional da soja caminha de lado nesta quarta-feira (11). Mais cedo, os preços registraram pequenos ganhos pouco significativos e os negócios ainda se apresentam sem uma direção definida e caminhando com volatilidade, mesmo depois do relatório de oferta e demanda reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta terça (10). Por volta de 13h10 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa recuavam entre 0,75 e 2,25 pontos. 

Nesta sessão regular, as cotações tentam buscar uma recuperação depois da realização de lucros registrada ontem. O mercado interpretou o boletim do USDA com números considerados neutros e dentro das expectativas para as informações mais importantes, como as exportações e os estoques norte-americanos e as importações chinesas. 

"Como não houve números muito agressivos, o mercado chegou até registrar um movimento de venda. Na hora anterior ao relatório, Chicago até operava com altas de 10 a 12 pontos porque muitos fundos e especuladores esperavam números mais agressivos, sobretudo nas exportações, já que o ritmo é muito forte. Mas, em linhas gerais, ele veio em linha com o esperado pelo mercado", explicou Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora. 

Sobre o ligeiro aumento das exportações, Motter acredita que essa revisão mostra que os Estados Unidos não podem exportar um volume muito maior do que as 40,14 milhões de toneladas estimadas pelo USDA. Ao mesmo tempo, afirma que a China poderia cancelar compras feitas nos Estados Unidos para adquirir um produto mais barato na América do Sul - movimentos conhecidos como washouts - e que assim, nesse momento, estaria abastacendo seus estoques para garantir seu abastecimento, o que justificaria, portanto, essa manutenção da demanda da nação asiática no último reporte.  

Além disso, o departamento norte-americano se manteve conservador também nas suas estimativas para a safra sulamericana, mantendo a produção brasileira 2013/14 em 88 milhões de toneladas e aumentando somente em 1 milhão de toneladas a safra da Argentina, para 54,5 milhões de toneladas, enquanto algumas consultorias argentinas já sinalizam uma colheita na casa de 57 milhões de toneladas. 

Ainda assim, o economista afirma que o mercado se mantém sustentado. Os estoques norte-americanos, como explica Motter, estão em níveis críticos diante da força da demanda e devem ser o foco das cotações no mercado de Chicago. "Esse é um forte elemento de manutenção dos preços em alta. Já há uma base muito sólida para que os preços da soja não caiam por um bom tempo que é toda essa demanda e usos alternativos para o produto", diz. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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