Em Chicago, soja dá continuidade ao recuo com perdas moderadas

Publicado em 30/01/2014 07:19 e atualizado em 30/01/2014 08:44 966 exibições

A soja estende as baixas registradas na sessão anterior e opera em campo negativo na manhã desta quinta-feira (30) na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos, por volta das 8h20 (horário de Brasília), perdiam pouco mais de 5 pontos e o contrato maio/14, referência para a safra brasileira, era negociado a US$ 12,50 por bushel. 

Segundo analistas, o mercado recua frente ao desenvolvimento da nova safra da América do Sul, principalmente no Brasil e na Argentina. O clima, de forma geral, é favorável às lavouras. No entanto, em regiões produtoras brasileiras de estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná têm sofrido com os veranicos e as chuvas só devem voltar a esses locais, segundo as últimas previsões, na segunda quinzena de fevereiro. 

Outro fator que tem pressionado o mercado internacional da soja, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, é a gripe aviária na China. Para evitar que o vírus se espalhe, os estoques de aves foram reduzidos e, por isso, a demanda por farelo de soja, importante componente da ração animal, poderia ser menor. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja: mercado recua em Chicago e encerra com baixa de dois dígitos

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago recuaram expressivamente na tarde desta quarta-feira (29). Os vencimentos mais negociados perderam entre 13 e 16 pontos, e o contrato mais negociado, março/14, fechou cotado a  US$ 12,69 por bushel. 

O mercado ampliou suas perdas registradas na manhã de hoje, segundo analistas, diante do avanço da colheita no Brasil e das contínuas perspectivas de uma grande safra no país. Porém, importantes regiões produtoras de soja no Brasil e na Argentina vêm sofrendo o impacto do clima seco e excessivamente quente, que já resulta em perda de produtividade, uma vez que as lavouras se encontram em estágio reprodutivo. Os chamados veranicos no Brasil devem se estender até meados de fevereiro. 

Paralelamente, há ainda no mercado algumas expectativas de que novos cancelamentos por parte da china de compras de soja dos Estados Unidos possam ser reportados amanhã, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim de exportações semanais, como explicou o analista de mercado Glauco Monte, da FCStone. 

No entanto, as exportações norte-americanas já superaram o volume projetado pelo departamento para todo o ano comercial, que se encerra em agosto, e, apesar desses cancelamentos, as vendas continuam acontecendo em um ritmo bastante acelerado. Ao mesmo tempo, os embarques de soja também evoluem e, até o último dia 23, já superavam 30 milhões de toneladas. 

Para Monte, é essa escassez de produto nos Estados Unidos o principal fator de suporte para as cotações na Bolsa de Chicago. Além disso, afirma ainda que com essa possibilidade de volume recorde na América do Sul possam haver até mesmo importações norte-americanas de soja brasileira. 

"Assim, o mercado pode ter as cotações em Chicago, principalmente nos meses mais próximos, ainda conseguindo se sustentar, mesmo com as 90 milhões de toneladas do Brasil, e aqui termos um desconto nos portos, com prêmios negativos", diz. "Porém, se o Brasil conseguir embarcar esse produto de forma eficiente, podemos ter uma queda um pouco mais expressiva em Chicago e os cancelamentos (troca de origem) mais frequentes daqui para frente", completa. 

Além disso, importantes regiões produtoras de soja no Brasil e na Argentina vêm sofrendo o impacto do clima seco e excessivamente quente, que já resulta em perda de produtividade, uma vez que as lavouras se encontram em estágio reprodutivo. Os chamados veranicos no Brasil devem se estender até meados de fevereiro. 

Farelo de Soja - Os futuros do farelo de soja também registram um dia de quedas na Bolsa de Chicago, o que também pressiona os preços do grão. Para alguns analistas, o abate de 20 mil frangos em Hong Kong determinado pelo Governo local para conter o avanço da gripe aviária impactou de forma negativa sobre o mercado do farelo, já que poderia ocasionar em uma demanda menor por ração animal no país. As importações de frango vivo por parte da China estão suspensas por três meses.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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