Após realização de lucros, soja volta a subir em Chicago

Publicado em 03/04/2014 07:53 1736 exibições

Os futuros da soja voltaram a subir nesta quinta-feira (3) no mercado internacional, depois das baixas registradas ontem em função de um movimento de realização de lucros. Como explicam os analistas, os fundamentos positivos ainda se mantêm no foco dos investidores e participantes do mercado, mantendo as cotações sustentadas, principalmente no curto prazo. 

Dessa forma, por volta das 7h50 (horário de Brasília), o contrato maio/14 era cotado a US$ 14,72 por bushel, com alta de 10,50 pontos, e o julho/14 valia US$ 14,50, subindo 8,75 pontos. As demais posições também subiam pouco mais de 8 pontos. 

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga mais um boletim de exportações semanais e os números podem vir a confirmar essa demanda ainda bastante firme pelo produto norte-americano, o que poderia incentivar ainda mais o avanço do mercado. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja tem correção técnica e fecha com baixa de dois dígitos

Na sessão desta quarta-feira (2), os preços da soja praticados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão regular com expressiva queda na Bolsa de Chicago. O mercado sentiu o início de um movimento de realização de lucros depois das fortes altas registradas nos últimos dias. 

O contrato maio/14, referência para a safra brasileira e a posição mais negociada nesse momento, recuou 1,5% e fechou o dia valendo US$ 14,62 por bushel, com perda de 22,25 pontos. Os demais vencimentos encerraram o pregão perdendo de 13,75 a 16 pontos. 

Essa realização de lucros foi estimulada pelos fundos de investimentos liquidando parte de suas posições, que estão significativamente compradas, depois que as cotações seus melhores patamares em nove meses. O mercado, no entanto, permanece sustentado e focado nos fundamentos positivos. 

Segundo Mauricio Correa, analista de mercado do SIM Consult, sazonalmente e historicamente, abril tem sido um mês de bastante volatilidade para os preços da soja no mercado internacional. O analista afirma ainda que essa onda de realização de lucros deve se intensificar no meio do mês, porém, será algo momentâneo, uma vez que o mercado se encontra bem sustentado na realidade norte-americana de falta de disponibilidade da oleaginosa.  

"Uma coisa é fato, temos escassez de produto nos Estados Unidos e temos de estimular o racionamento com preços mais altos, isso significa, portanto, cotações acima dos US$ 15", diz Correa. 

A volatilidade do mercado se acentua ainda mais, e pode promover mais realizações de lucros, com as expectativas para um novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado no dia 9 de abril, na próxima semana. O mercado tem estado bastante atento à essas informações uma vez que a situação dos Estados Unidos é historica e preocupantemente apertada em relação à oferta e demanda. 

Do que foi projetado pelo departamento para as exportações de soja do ano comercial 2013/14 - 41,6 milhões de toneladas - 97% já foram embarcados e a temporada se encerra somente em agosto desse ano. Já o volume de soja norte-americana comprometido supera as 44 milhões de toneladas e, além do mercado externo, a demanda interna também se mostra bastante aquecida. 

Ao mesmo, os estoques trimestrais em 1º de março foram reportados ploe USDA como os mais baixos em 10 anos, ficando em 27 milhões de toneladas, e os estoques finais dessa temporada estão estimados pelo mercado em pouco mais de 3,8 milhões de toneladas. 

Frente a isso, Correa acredita que, no próximo boletim, o departamento norte-americano deve aumentar as importações de soja pelos EUA para não pressionar ainda mais os estoques que já se encontram em níveis críticos. "Se espera que o USDA aumente esses números de importação para promover um ajuste na tabela de oferta e demanda", diz. 

Nesta quinta-feira (3), o USDA traz ainda um boletim sobre as exportações semanais dos grãos e as expectativas também são consideráveis para essas informações e há rumores de que alguns movimentos de washouts (troca de origem) poderiam ser reportados. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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