Soja: USDA anuncia novas vendas e mercado avança em Chicago

Publicado em 18/07/2014 13:29 1394 exibições

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, nesta sexta-feira (18), caminham sem uma direção definida. Os preços têm alternado diversas vezes entre os lados positivo e negativo da tabela, porém, com oscilações bem pouco expressiva. Os movimentos positivos ou negativos, segundo explicam analistas, não têm tanta consistência diante da falta de notícias, apesar dos fundamentos. 

Assim, por volta das 13h (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 2,75 e 6 pontos, com o novembro/14, referência para a nova safra norte-americana, cotado a US$ 10,96 por bushel. A posição maio/15, referência para a safra brasileira, por sua vez, registrava um ganho de 2,20 pontos, valendo US$ 11,19 por bushel. 

Nesta sexta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de soja da safra 2014/15 e essa informação trouxe algum fôlego para as cotações. O órgão informou que foram vendidas 464 mil toneladas para destinos desconhecidos e mais 116 mil toneladas para a China, neste caso com contrato de opção de origem. 

Por outro lado, o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos continua sendo bastante satisfatório e as perspectivas seguem indicando para uma grande safra no país. A última estimativa do USDA é de que sejam colhidas mais de 103 milhões de toneladas, com uma produtividade recorde superior a 51 sacas por hectare.

Apesar disso, os olhos do mercado e dos investidores seguem atentos ao comportamento e desenvolvimento do clima no país, principalmente para esse mês de agosto, que é o mais importante para o cultivo da soja. Nas próximas semanas, as plantações passam da fase de floração para a a formação de vagens e enchimento de grãos, e isso deve exigir boas temperaturas e chuvas de bons volumes e bem distribuídas. 

Algumas previsões vêm temperaturas mais altas para o próximo mês em algumas regiões, e talvez um tempo um pouco mais seco na região oeste do Corn Belt. No entanto, ainda são informações prematuras que não chegam com tanta força ao mercado nesse momento.  

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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