Com boas perspectivas para os EUA, soja fecha o dia em queda na CBOT

Publicado em 05/08/2014 17:43 1309 exibições

As novas previsões indicando a continuidade do clima favorável no Meio-Oeste norte-americano pressionou as cotações da soja mais uma vez na Bolsa de Chicago e o mercado fechou a sessão regular desta terça-feira (5) com baixas de dois dígitos nos principais vencimentos. As baixas variaram de 9,75 a 13,75 pontos e o contrato novembro, referência para a safra norte-americana, encerrou o dia valendo US$ 10,65 por bushel. 

O sentimento do mercado, por hora, é de que as chuvas que estão previstas para os próximos dias, principalmente nos próximos dias 7 e 8 no Corn Belt, irão contribuir para a qualidade e desenvolvimento das lavouras e amenizar os pequenos problemas causados em regiões pontuais que sofreram com um tempo mais seco nos últimos dias. 

No relatório do Commodity Weather Group desta terça-feira, a informação é de que essas precipitações deverão favorecer a formação de vagens nesse novo estágio das plantações, bem como o enchimento de grãos, fases onde se consolida a produtividade norte-americana. Além disso, temperaturas mais amenas vêm sendo registradas nesse ano e isso complementa o quadro climático positivo. 

Frente a isso, nesta terça, a consultoria Informa Economics aumentou sua estimativa para a safra norte-americana para 105,19 milhões de toneladas, contra a última projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de 103,42 milhões de toneladas. 

O novo relatório de oferta e demanda do departamento norte-americano será reportado no dia 12 de agosto e o mercado, mais uma vez, aguarda as informações com ansiedade e com os investidores buscando um melhor posicionamento antes da divulgação dos números. "Isso é normal para esse momento (onde os preços estão muito sensíveis às notícias sobre o clima nos EUA, o desenvolvimento da safra e também sobre a demanda). Há um volume muito grande de informações no mercado e, por isso, muita volatilidade é esperada para os próximos dias", explicou o consultor em agronegócio Ênio Fernandes.

Mercado Interno - No mercado interno, as cotações foram favorecidas pela alta do dólar, que acabou amenizando as baixas registradas em Chicago. A moeda norte-americana fechou a terça-feira com alta de 0,92% em R$ 2,2830 na venda. Dessa forma, nos portos de Rio Grande e Paranaguá ficaram estáveis em R$ 66,00 por saca. Já a soja com entrega para maio de 2015 caiu 0,83 no terminal paranaense e ficou em R$ 60,00, e no gaúcho a queda foi de 0,82%, com o valor de R$ 60,50. 

Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Uma mentira contada por muitas vezes,acaba parecendo verdade.Quem formulou esta frase não sei,mas quem a repetiu foi nosso guru político .Parece que isto é usado em vários casos.A safra anunciada pelo USDA,de mais de 100 mi ton,e o bom estoque de passagem que deixaria para os yanques 11 milhões de ton foi contada a partir de uma produtividade nacional record de 52 scs por Ha.Desde o momento do plantio já sabiam que seria uma maravilha. A demanda de exportação 2013 2014 seria de 42 depois 43 e depois 44 e serão 45, e a de 2014 2015, 45 milhões deton .Agora os fatos:A maior produtividade até então fôra de 50 scs em 2009.O clima desde o plantio foi frio e com alguns excessos de água,na fase atual de formação de vagem e enchimento de grãos a temp max dos estados produtores está ao redor de 27 tendo picos de 22,a mínima ao redor 16,chegando à 12C.Então a pergunta é esta.Se colherem somente o record de 2009? 50 scs .Não são 3,6 milhões a menos,e se ao invés de 45 de exportação,virão 48, não serão mais 3 milhões? e 3 mais 3 são 6,que descontado do estoque projetado de 11 sobra 5.E se este tempo frio não encher bem o grão,e,se com isto o ciclo espichar uns dias,e se a geada chegar antes que todos estejam cheios e se....e se nós acreditasse-mos em tudo que nos passam...

    0