Soja retoma altas e sobe mais de 20 pts ainda de olho na demanda por farelo

Publicado em 29/10/2014 12:58 1300 exibições

O mercado internacional da soja recuperou seu fôlego depois de devolver parte dos ganhos registrados mais cedo e assim, por volta das 13h30 (horário de Brasília), as posições mais negociadas subiam mais de 24 pontos e o contrato novembro/14 já operava a US$ 10,32 por bushel, enquanto o maio/15 já superava os US$ 10,50.

Uma conjunção de fatores positivos vem estimulando essas novas altas na Bolsa de Chicago e proporcionando esse rally dos preços no mercado futuro americano, segundo explicou o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora. 

O principal desses fatores é a forte demanda pelo farelo de soja, que já fez com que, nos últimos 30 dias, as cotações na CBOT acumulem uma alta de 25%, enquanto os preços da soja têm ganho, no mesmo período, de cerca de 13%, respondendo à esse movimento. Nesse momento, as margens de esmagamento nas indústrias dos EUA estão bastante positivas e somente o farelo vem cobrindo os custos do grão. 

"A raíz disso está nos preços da carne, com forte estímulo na produção de suínos e aves, além da produção de carne de gado nos EUA, onde se usa muito a ração a base de soja e milho para os bovinos", diz o analista. 

Além disso, o mercado observa ainda uma intensa participação de fundos de investimentos no mercado. A movimentação desses fundos, principalmente com a compra de posições, também contribuem para o avanço das cotações, no entanto, acentuam expressivamente a volatilidade dos negócios. 

Os investidores buscam garantir lucro rápido e ao se movimentarem acabam tirando a direção do mercado, embora, o que se observa agora, ainda segundo Motter, é um momento positivo bem consolidado para os preços da soja. 

Paralelamente, há ainda os produtores de soja, na maior parte das origens, reticentes em efetivar novas vendas, aguardando e apostando em melhores oportunidades de comercialização mais adiante. Nos Estados Unidos, as vendas estão em um ritmo menor do que o registrado em anos anteriores e o país enfrente ainda problemas com logística esse ano, dado o tamanho da safra norte-americana. 

"Temos trens e barcaças muito tomadas pelo transporte de outros produtos, portanto, os preços de fretes subiram muito e isso também é um fator de alta. Os produtores muito capitalizados com os bons preços dos últimos quatro anos continuam retendo as vendas, porém, diante dos atuais preços, podem voltar a realizar alguns negócios" diz o analista da Granoeste. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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