Soja: Preço no disponível sobe em Paranaguá e bate em R$ 88,50 nesta 6ª; Chicago tem volatilidade

Publicado em 20/05/2016 12:08
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A sessão desta sexta-feira (20) é de volatilidade para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago, porém, buscando manter as cotações em campo positivo. As cotações, após acumularem alguns pregões consecutivos de baixa, testam uma recuperação e, por volta das 11h10 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 1 e 5,50 pontos. Os ganhos mais expressivos eram registrados pelas primeiras posições, com o julho/16 e o agosto/16 vinham cotados a US$ 10,77 por bushel. Nas máximas do dia, respectivamente, os contratos bateram em US$ 10,87 e US$ 10,88 por bushel. 

"O mercado futuro de grãos opera em alta, se recuperando com algumas compras de posições por parte dos fundos de investimento que parecem estar atentos a uma 'menor' preocupação com o cenário macroeconômico global. A confiança dos traders voltou a crescer após ser abalada pela atual volatilidade e aumentou a capacidade da soja e do petróleo para aparar as perdas registradas nos últimos dias", diz Bryce Knorr, analista de mercado do site internacional Farm Futures. 

Paralelamente, e também sinalizando essa ligeiramente maior aversão ao risco observada nesta sexta-feira, há um recuo do dólar e não só a soja, mas também as demais commodities em alta. A exceção entre as principais fica por conta do petróleo, que mais cedo operava em alta mas, perto das 11h30, perdia mais de 1% em Nova York, ainda mantendo, no entanto, o patamar dos US$ 48,00 por barril. Em contrapartida, os ganhos do açúcar, por exemplo, se aproximavam dos 3%. 

No Brasil, o dólar perdia, às 11h40, 0,62% e era cotado a R$ 3,548. A moeda vem recuando depois de algumas sessões de ganho e mesmo sem intervenção do Banco Central. "Com uma agenda fraca aqui e lá fora, a sessão tende a ser mais calma", afirmou o operador da corretora Correparti Guilherme França Esquelbek ao portal G1.

Mercado Interno

Com pouca movimentação de Chicago, e depois das baixas registradas nas últimas sessões, e com o dólar em campo negativo, os preços no mercado brasileiro vêm oscilando consideravelmente, porém, os negócios estão limitados, como explica o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais. 

No oeste do Paraná, por exemplo, o sojicultor vinha almejando preços próximos dos R$ 80,00 por saca e ao alcançá-los vendeu parte do que ainda possui de soja disponível, e agora, acompanha a evolução dos valores. "Ele está só observando, praticamente não participa", relata Motter.

A demanda pela soja brasileira, porém, segue muito aquecida. E assim, mesmo diante dessa pouca movimentação dos preços internacionais e do câmbio em queda, o produto disponível subia 1,14% para R$ 88,50 no porto de Paranaguá no início da tarde de hoje; em Rio Grande, estabilidade nos R$ 87,00 por saca. Para a soja futura, embarque em meados de março/17, R$ 90,00 em ambos os terminais. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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