Soja: Mercado em Chicago dá continuidade ao movimento de altas nesta manhã de 5ª feira

Publicado em 08/09/2016 08:06
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Nesta quarta-feira (8), segue o movimento positivo para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta das 7h35 (horário de Brasília), subiam entre 5,50 e 6,50 pontos, com o contrato novembro/16 já cotado a US$ 9,82 por bushel. No pregão anterior, as altas passaram de 15 pontos. 

De acordo com informações de agências internacionais, o momento atual para os traders é de acompanhamento de uma série de fatores que influenciam as cotações, incluindo a conclusão da nova safra norte-americana - inclusive as condições para o desenvolvimento da colheita que está prestes a ser iniciada nos EUA - além dos números de demanda e do movimento do dólar. 

Nos últimos dias, a moeda norte-americana vem recuando de forma expressiva e dando espaço para ganhos das commodities de uma forma geral, e não só a soja em grão. Frente ao real, nas última sessões, a divisa perdeu mais de 2% e, nesta manhã de quinta-feira, o dólar index opera em campo negativo e perde cerca de 0,35%. 

Há, paralelamente, a espera dos novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo reporte mensal de oferta e demanda, com informações atualizadas sobre a safra americana e seu potencial, as quais chegam no próximo dia 12. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja: Futuros na CBOT fecham em forte alta, sustentado por demanda e clima nos EUA

Por Larissa Albuquerque

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam a sessão desta quarta-feira (07) dando continuidade ao movimento de alta observado na sessão anterior. Os principais vencimentos encerraram com valorizações entre 15 a 17 pontos.

O setembro/16 com 17 pontos de alta, sendo cotado a US$ 9,91 por bushel, enquanto que o novembro/16 [referência para a safra norte-americana] fechou com 15 pts de valorização e valor de negociação em US$ 9,75/bushel. Já o janeiro ficou cotado a US$ 9,79 por bushel com mais de 15 pontos de alta.

Segundos analistas internacionais as valorizações de hoje foram motivadas pela forte demanda global, que pode reduzir os estoques dos Estados Unidos. Além disso, há a preocupação com as previsões de chuvas no cinturão produtivo norte-americano.

Ao site internacional Agrimoney, o corretor de futuros de Chicago, Terry Reilly, ressaltou que "os sistemas climáticos estão trazendo chuva das planícies canadenses e do norte dos Estados Unidos, para o coração do meio-oeste.”

Dessa forma, ao mesmo tempo que as precipitações seriam positivas no início da estação de crescimento, agora são vistas com mais preocupação [dada a necessidade de iniciar os trabalhos de colheita], e o fato de que a cultura já está madura e vulneráveis ​​à umidade.

Além disso, "a soja está vendo o apoio de fortes exportações dos EUA, ao mesmo tempo, o mercado avalia o quanto da grande safra dos EUA realmente vai chegar", disse Stefan Vogel, chefe de pesquisa de mercados de commodities agrícolas do Rabobank.

Para ele é preciso acompanhar "se o USDA (Departamento de Agricultura do Estados Unidos, sigla em inglês) vai aumentar suas previsões de exportações de soja no próximo relatório de oferta e demanda, em 12 de setembro", acrescenta.

Os USDA também anunciou nesta quarta duas vendas de exportação, reforçando a forte demanda dela soja norte-americana. Foram 220 mil toneladas para a China e 264 mil/t para entrega em destinos desconhecidos, ambos na campanha de comercialização 2016/2017.

Para o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, o USDA terá que aumentar as exportações e "os estoques finais de soja poderia ir abaixo de 200 milhões de bushels".

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Por Carla Mendes
Fonte Notícias Agrícolas

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