Com foco nas chuvas dos EUA, soja segue avançando em Chicago mas ameniza as altas desta 2ª

Publicado em 19/09/2016 13:34
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A semana começou aquecida para o mercado internacional da soja. Na sessão desta segunda-feira (19), os principais contratos subiam mais de 7 pontos, por volta de 13h10 (horário de Brasília), na Bolsa de Chicago. E dessa forma, a posição novembro/16, referência para a safra dos EUA, era negociada a US$ 9,72, enquanto o maio/17, esta já referência para a nova safra do Brasil, valia US$ 9,87. Mais cedo, os ganhos passaram dos 10 pontos, levandos as duas posições em baterem máximas de, respectivamente, US$ 9,81 e US$ 9,93 por bushel. 

Com as altas de hoje, os preços alcançam suas máximas em uma semana e, de acordo com informações de agências e analistas internacionais, o combustível principal para o avanço dos futuros da oleaginosa são as chuvas que começam a se intensificar no Meio-Oeste americano e, em alguns pontos, não permitem o avanço da colheita. Ao mesmo tempo, as perspectivas de uma retomada mais forte do ritmo da demanda chinesa após o feriado do Festival de Outono na nação asiática também favorece o avanço das cotações. 

No Brasil, em contrapartida, o dólar inicia a semana com certa postura defensiva, à espera da decisão do Federal Reserve, que se reúne novamente a partir do dia 21, e decide o futuro da taxa de juros nos EUA. Assim, por volta de 13h30, a divisa registrava uma pequena baixa de 0,16% frente ao real e era cotada a R$ 3,263. 

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Ainda assim, com altas mais expressivas em Chicago, os preços nos portos buscavam espaço para uma recuperação neste início de semana. Em Rio Grande, no início da tarde, a soja disponível subia 0,77% para R$ 79,00 por saca, enquanto no mercado futuro o ganho era de 0,25% para R$ 79,50. 

Bolsa de Chicago

Em nota, o diretor de estratégia no agronegócio do Commonwealth Bank da Australia, Tobin Gorey, afirma que "as previsões dessa umidade excessiva para a safra dos Estados Unidos leva o mercado ao limite com os investidores buscando recomprar algumas posições". Além disso, afirma que, caso persistam muito, essas precipitações já podem começar a comprometer as exportações, provocando algum atraso nos line-ups. 

As previsões climáticas para esta semana, no entanto, ainda indicam chuvas, porém, menos do que se esperava há alguns dias. E este padrão de tempo mais úmido deverá durar, segundo o Commodity Weather Service, ainda por algumas semanas. 

Paralelamente, segue ainda a atenção sobre o início da nova safra do Brasil - principalmente o quadro climático por aqui - além da influência do mercado financeiro. Nesta semana acontece uma nova reunião do Federal Reserve, onde poderá ser definida o futuro da taxa de juros nos EUA, além da chegada de alguns dados da economia americana.

Também nesta segunfa-feira, chegaram os novos dados de embarques semanais norte-americanos de soja em grão e os números, apesar de fortes, ficaram aquém das expectativas do mercado. 

Na semana encerrada em 15 de setembro, os EUA embarcaram 755,120 mil toneladas de soja, contra 948,570 mil da semana anterior. Os traders esperavam, no entanto, algo entre 980 mil e 1,28 milhão de toneladas.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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