Soja: Com Chicago ainda em baixa, preços no porto de Rio Grande cedem mais de 1% nesta 5ª feira

Publicado em 13/10/2016 12:53
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago sentiram uma pressão um pouco mais acentuada nesta quarta-feira (12), com a chegada dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e estendeu o movimento negativo para os negócios desta quinta (13), porém, de forma menos intensa. Ainda assim, porém, o contrato novembro/16 ainda atuava abaixo dos US$ 9,50 - valendo US$ 9,43 por bushel, por volta de meio-dia (horário de Brasília) - e o maio/17, indicativo para os negócios com a nova safra brasileira, valia US$ 9,65. As baixas, no mesmo momento, eram de pouco mais de 2 pontos nas principais posições. 

Com isso, e diante de uma alta do dólar pouco expressiva frente o real, as referências para os preços da soja nos portos brasileiros voltavam do feriado com perdas expressivas neste início de tarde. Em Rio Grande, por exemplo, o produto disponível perdia 1,46% para chegar aos R$ 74,00 por saca, enquanto no mercado futuro a baixa era de 1,3% para R$ 76,00. O momento, portanto, permanece sendo de ritmo lento para a comercialização da oleaginosa brasileira. 

"O mercado é típico de entressafra, com poucos vendedores, compradores internos atuando mais para atender o consumo de farelo e óleo. Do lado da safra nova, sem interessados em vender, porque os produtores fizeram bons volumes e nos momentos em que os indicativos estavam fortes entre maio e junho", explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting. 

Dólar

Os ganhos da moeda norte-americana nesta quinta, segundo explicam especialistas, se dá, novamente, com expectativas mais fortes de um aumento da taxa de juros nos Estados Unidos. Perto de 12h10 (Brasília), a divisa subia 0,39% para R$ 3,212. 

"O mercado ainda está se achando depois do feriado de ontem, seguindo o exterior, onde a moeda norte-americana está mais pressionada. Dirigentes do Federal Reserve vão falar. Mesmo que não tenham direito a voto, eles podem reforçar as apostas de alta de alta de juros nos EUA e, por tabela, do dólar", comentou o analista de câmbio da corretora Gradual Investimentos, Marcos Jamelli, à agência de notícias Reuters.

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Bolsa de Chicago

Em Chicago, as baixas seguem, mas são tímidas. Os preços seguem ainda digerindo o reporte mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou ontem (12). Apesar de poucas novidades e de números dentro do esperado, a safra norte-americana foi revisada para cima - agora sendo esperada em pouco mais de 116 milhões de toneladas - bem como a produtividade e os estoques do país. 

Para equilibrar, porém, foram elevadas ainda as exportações de soja dos EUA para mais de 55 milhões de toneladas, o que confirma a boa demanda pelo produto norte-americano e ainda dá um suporte importante para as cotações. E nesta quinta, o departamento ainda trouxe novos anúncios de venda. 

Foram 126 mil toneladas para a China e mais 115 mil para destinos não revelados. Esse já é o segundo anúncio da semana, o primeiro foi de também 115 mil toneladas para os chineses, nesta quarta-feira (12). Além da soja em grão, os EUA venderam ainda 126 mil toneladas de farelo para destinos não revelados. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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