Soja: Mercado busca manter estabilidade após máximas e às vésperas do feriado nos EUA

Publicado em 23/11/2016 12:50
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Às vésperas do feriado de Ação de Graças nos EUA, o mercado da soja na Bolsa de Chicago testou um leve movimento de realização de lucros nesta quarta-feira (23), registrando ligeiras baixas entre as posições mais negociadas. Por volta das 13h15 (horário de Brasília), as perdas eram de pouco mais de 5 pontos, levando o janeiro/17 a US$ 10,24 e o maio/17, referência para a safra do Brasil, era cotado a US$ 10,40 por bushel. O recuo vem após os preços alcançarem, na sessão anterior, suas máximas em quatro meses. Na sequência, os preços já buscavam uma ainda tímida retomada. 

Apesar de atuar do lado negativo da tabela, as cotações parecem encontrar seu equilíbrio, após a movimentação intensa dos últimos pregões. E, em nota, a consultoria internacional Benson Quinn Commodities afirma que, tradicionalmente, antes da data comemorativa, os preços da oleaginosa costumam encerrar seu pregão em campo positivo. 

Os fundamentos, porém, seguem inalterados. A intensa e muito presente demanda chinesa ainda é o foco maior e principal dos traders, bem como destaque dos noticiários internacionais, entre as opiniões de analistas e consultores. A tendência, segundo eles, é de que esse quadro permaneça e siga atuando como pilar central de suporte das cotações, o que se estende além do grão para todo o complexo soja. 

Ao mesmo tempo, há ainda a influência cada vez mais forte da movimentação - também muito positiva - dos futuros da soja, do farelo e do óleo negociados na Bolsa de Dalian, na nação asiática, sobre a movimentação das cotações em Chicago. Recentemente, os produtos vêm registrando preços recordes na bolsa de chinesa diante da falta de produto e do consumo crescente no país e região. 

Também no cenário fundamental, segue no radar dos traders o comportamento do clima na América do Sul e, mesmo com a sinalização de que o mercado, segundo explicam analistas e consultores, já estaria começando a precificar um possível risco climático por aqui, o impacto sobre as cotações ainda é pontual. 

Entretanto, somente na região de Córdoba, na Argentina, a estimativa é de que se contabilize uma perda de mais de US$ 700 milhões em dólares, de acordo com o Departamento de Informações Agroeconômicas (DIA) da Bolsa de Cereais de Córdoba e de seus cálculos sobre os prejuízos gerados pelas inundações. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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