Soja: Preços voltam a cair e têm novas e leves baixas em Chicago na tarde desta 4ª feira

Publicado em 28/12/2016 08:01 e atualizado em 28/12/2016 12:21
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Os futuros da soja voltaram a recuar na Bolsa de Chicago na sessão desta quarta-feira (28). A volatilidade sobre as cotações continua e vem se confirmando, com os ganhos de mais de 20 pontos no pregão de ontem, corrrigindo as baixas intensas da última semana. Na sequência, subiu um pouco mais na manhã de hoje e, por volta das 11h30 (horário de Brasília), os preços trabalhavam em campo negativo, atuando com baixas de pouco mais de 4 pontos entre os principais contratos. 

Com esse movimento, o vencimento janeiro/17 valia US$ 10,11 por bushel, enquanto o maio/17, que segue como referência para a nova safra do Brasil, cotado em US$ 10,28, depois de superar, mais cedo, os US$ 10,30. As cotações seguem ainda travadas dentro de seus patamares de suporte e resistência e, sem informações novas e que indiquem mudanças efetivas nos cenários já conhecidos de oferta e demanda, ao menos nesse momento, o padrão do mercado não deverá ser alterado. 

Nesta reta final de 2016, os preços, ainda como explicam analistas, devem continuar buscando seu equilíbrio e ajustando suas médias à realidade do mercado. No entanto,  afirmam ainda que a volatilidade deverá seguir rondando o andamento das cotações, uma vez que o clima na América do Sul, principalmente neste período de conclusão do plantio na Argentina e início da colheita no Brasil.

E as notícias sobre o quadro climático sulamericano seguem inspirando muita atenção. Um informe da Somar Meteorologia divulgado nesta quarta indica que as principais regiões pordutoras de soja no Brasil só deverão voltar a receber chuvas intensas a partir de janeiro. 

"Enquanto o tempo pouco chuvoso nesta semana deve beneficiar aqueles produtores com soja pronta para a colheita, as chuvas previstas para o início de janeiro devem ajudar no desenvolvimento das lavouras que ainda precisam de umidade para obterem boas produtividades", informa a Somar. 

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Algumas poucas áreas do país onde as lavouras foram plantadas com bastante antecedência tiveram sua colheita iniciada em Mato Grosso. 

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Na Argentina, a região que ainda preocupa e mantém as lavouras de soja ameaçadas em função do clima é a Sudeste. As chuvas fortes que chegam às demais áreas do país não favorecem a localidade e o déficit hídrico ainda é sério e exige acompanhamento. Alguns pontos do Norte argentino, inclusive, estão já alagados em função das precipitações dos últimos dias. 

"Nas últimas duas chuvas, o registro acumulado foi de 5mm até os 50mm, apresentando situações muito díspares, com umidade para plantar em algumas áreas, mas em outras, sem umidade suficiente", disse Esteban Bilbao, assessor, em entrevista ao jornal La Nacion. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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