Soja ainda sente pressão da China e recua nesta 2ª feira em Chicago; mercado espera novo USDA

Os futuros da soja trabalham em baixa nesta segunda-feira (7) na Bolsa de Chicago. O mercado dá continuidade às baixas intensas sentidas na última sexta-feira (4), quando a informação de uma falta de acordo entre China e Estados Unidos sobre o comércio da soja pressionou as cotações de forma bastante severa.
Assim, perto de 7h15 (horário de Brasília), os preços perdiam de 7 a 8 pontos nos principais contratos, com o julho/18 sendo negociado a US$ 10,29 por bushel. Essa é a segunda sessão consecutiva da commodity em Chicago.
A falta de demanda chinesa pela soja americana motiva esse reposicionamento dos fundos investidores, como explicam analistas e consultores internacionais, ao mesmo tempo em que uma melhora das condições de clima nos Estados Unidos favorece o desenvolvimento dos trabalhos de campo.
De acordo com expectativas da consultoria internacional Allendale, Inc., o plantio da soja deverá ser reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no fim do dia em algo entre 9% e 11%, contra os 5% da semana passada e frente à media de 13% para o período.
"Temos um mercado direcionado pelo clima, com os preços sob pressão de previsões que indicam mais chuvas para partes das Planícies dos EUA, principalmente. No entanto, não se trata de uma total mudança de tendência", diz um analista à Reuters Internacional.
O mercado internacional se posiciona também à espera do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA traz nesta quinta-feira, 10 de maio, com suas primeiras impressões de potencial da nova safra.
Nesta segunda-feira, atenção também voltada aos números atualizados que chegam dos embarques semanais norte-americanos, também trazidos pelo departamento dos EUA.
Veja como fechou o mercado na última semana:
>> Soja: Apesar de Chicago, portos do Brasil têm semana positiva com demanda, dólar e prêmio
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