Soja perde mais de 1% em Chicago com dólar em forte alta e clima bom para nova safra dos EUA

Publicado em 16/05/2018 13:02
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A combinação de um dólar forte - não só no Brasil, mas também no exterior - e de boas condições de clima para a nova safra dos Estados Unidos tem promovido uma intensificação das baixas dos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. A pressão é ainda maior com a falta de acordo entre chineses e americanos sobre suas relações comerciais que ameaçam, entre outros, o comércio da soja entre as duas nações. 

Dessa forma, perto de 12h40 (horário de Brasília), as baixas entre os principais vencimentos variavam entre 13,50 e 17,25 pontos - ou passavam de 1,5% - com o contrato julho/18 já trabalhando em US$ 10,01 por bushel. 

Para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, nesse quadro o novo intervalo de preços passa a ser de US$ 10,00 a US$ 10,50, e não mais de US$ 10,20 a US$ 10,70 como se observava há algumas semanas. "O plantio nos EUA está bem adiantado e as condições de clima são favoráveis. Temos que esperar para saber como serão as coisas mais para frente, a partir de julho", diz. 

Até o último domingo (13), o plantio da oleaginosa já estava concluído em 35%, de acordo com os números do último reporte semanal de acompanhamento de safras divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na segunda-feira (14). 

Além do clima, a pressão do dólar vem com a disparada da moeda americana frente a brasileira, uma vez que motiva mais negócios no Brasil, pressionando as cotações na CBOT, mas atrai também os investidores para esse, que é um ativo mais seguro em meio a incertezas que seguem rondando o mercado financeiro. 

Às 13h05 (Brasília), a divisa subia 0,55% para chegar aos R$ 3,681. 

Na contramão, porém, essa disparada do dólar segue dando um importante suporte aos preços da soja brasileira. Com os prêmios mais acomodados em relação aos elevados níveis do último mês e diante do recuo das cotações em Chicago, a taxa cambial tem sido o mais importante colchão das referências no mercado nacional. 

No porto de Paranaguá, os indicativos, como relatou Brandalizze, se mantinham entre R$ 86,00 e R$ 87,00 por saca - para junho e julho, já que os portos brasileiros estão com suas capacidades comprometidas e os demandadores buscando produto para os próximos meses. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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