Soja: Com redução nos estoques americanos, mercado encerra 3ª feira com leves altas em Chicago

A sessão desta terça-feira (12) foi de ligeiras altas aos preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Durante o dia, as cotações reduziram as altas e finalizaram o pregão com ganhos entre 0,50 e 0,75, próximos da estabilidade. O vencimento julho/18 era cotado a US$ 9,54 por bushel e o agosto/18 operava a US$ 9,59 por bushel. O novembro/18 finalizou o dia a US$ 9,74 por bushel.
O mercado voltou a trabalhar em campo positivo depois de acumular perdas expressivas nos últimos seis pregões e perder o patamar de US$ 10,00 por bushel. A informação mais importante e aguardada pelos traders nesta terça-feira era o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
E, na contramão das projeções do mercado, que apostava em uma elevação na safra americana, o departamento manteve a sua estimativa em 116,48 milhões de toneladas de soja na safra 2018/19. A produtividade das plantações também foi mantida em 55 sacas do grão por hectare.
"Todo mundo esperava um aumento na safra americana e como o número foi mantido, automaticamente, trouxe uma pressão positiva sobre o mercado", destacou o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.
Já os estoques finais de soja da nova temporada baixaram de 11,29 milhões para 10,48 milhões de toneladas. O volume ficou abaixo das estimativas dos investidores, entre 10,61 milhões a 19,11 milhões de toneladas do grão.
Leia mais:
>> USDA reduz estoques finais de soja e milho dos EUA da safra 2018/19
Paralelamente, os preços da commodity também encontraram sustentação na queda no índice de lavouras em boas e excelentes condições nos EUA. Ainda no final da tarde desta segunda-feira, o USDA indicou que 74% das plantações de soja apresentavam boas ou excelentes condições, até o último domingo. Na semana anterior, o percentual era de 75%.
Mercado brasileiro
Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, a terça-feira foi de ligeiras movimentações aos preços da soja no mercado doméstico. Em Rio do Sul (SC), a saca da soja caiu 2,60% e terminou o dia a R$ 75,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), a queda ficou em 1,47%, com a saca a R$ 67,00.
No Rio Grande do Sul, a saca caiu 0,72% em Não-me-toque e encerrou o dia a R$ 68,50. Já em Panambi, a perda foi de 0,68%, com a saca a R$ 70,02. Em Palma Sola (SC), a cotação também caiu, cerca de 0,67%, e a saca fechou a terça-feira a R$ 74,50.
No Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega em março/19, subiu 1,21% e terminou o dia a R$ 83,50. No terminal de Rio Grande o dia foi de estabilidade aos preços da soja.
"Os negócios estão parados e o nível dos embarques está desacelerando nos portos em meio a indefinição sobre a tabela de frete. O nível das exportações nos primeiros dias úteis está abaixo do registrado no mesmo período de 2017", explica Brandalizze.
Ainda hoje, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reportou a que a falta de definição continua prejudicando o setor do agronegócio. Em entrevista ao O Globo, o ministro afirmou que "60 navios estão parados há mais de 11 dias nos portos, pagando diárias entre US$ 25 mil a US$ 35 mil, à espera de produtos agropecuários que não chegam aos terminais para serem exportados".
Em nota, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou na manhã desta terça-feira que continuava a conversar com os setores envolvidos com a questão do tabelamento do frete. "Essa discussão é importante para amadurecer tecnicamente o assunto. A Agência está trabalhando com a prudência necessária, buscando o equilíbrio do setor", dizia a nota.
Dólar
A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,7075 na venda, com queda de 0,52%. A queda é decorrente da atuação do Banco Central no mercado de câmbio. "O mercado também aguarda o desfecho do encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, no dia seguinte", informou a Reuters.
Confira como fecharam os preços nesta terça-feira:
0 comentário
Prêmios de mais de 100 pts e alta de quase 2% em Chicago puxam preços e negócios com a soja no Brasil
Dados de exportações do USDA mostram início do programa de compras de soja na China e Chicago sobe
Soja opera em leve alta na Bolsa de Chicago nesta 5ª com suporte do farelo e atenção ao clima nos EUA
Preços da soja caem em Chicago, mas alta do dólar mantém equilíbrio no mercado brasileiro
Soja busca sustentação em Chicago nesta 4ª, com suporte do farelo, de olho no clima e no cenário externo
Soja em Chicago e dólar sobem nesta 3ª feira, mas preços no BR ainda são limitados por alta disponibilidade