Com demanda forte e clima adverso no Corn Belt, soja fecha com mais de 2%de alta em Chicago

Publicado em 15/10/2018 17:23
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O clima adverso para a colheita no Corn Belt e boas novas sobre a demanda nos EUA deram espaço e oa futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago terminaram o pregão desta segunda-feira (15) com altas de mais de 20 pontos. As cotações marcaram suas máximas em quase dois meses. 

Com esse avanço, o vencimento novembro/18 terminou o dia com US$ 8, 91, enquanto o maio/19, que serve como referência para a nova safra do Brasil, ficou em US$ 9,30 por bushel no fechamento desta segunda. Os futuros do farelo e do óleo de soja também subiram de forma considerável, com ganhos de mais de 1% e mais de 3%, respectivamente. 

Segundo explicou o diretor da De Baco Corretora, Marcelo De Baco,  "em Iowa, Dakota do Sul e Nebraska 72%, em média, da área de milho está por colher, e era esperado uma colheita de aproximadamente 33 milhões de toneladas de soja nestes três  estados (estes estados representam 26% da safra de soja americana estimada)". 

Além disso, o executivo explica ainda que "os especialistas ainda não podem afirmar se haverão impactos de produtividade e/ou qualidade". 

Ainda assim, apesar dessa incerteza sobre os efeitos das adversidades climáticas, os rumores de que parte da safra dos Estados Unidos estaria perdendo qualidade por conta desse cenário climático já são suficientes para provocar especulações no mercado.

"Nós tivemos relatórios dessas condições adversas no fim de semana e acredito que mundo esteja acordando para isso. São os fundos olhando e adicionando prêmio de risco ao mercado", diz o presidente da US Commodities, Don Roose, à Reuters Internacional.

Ainda entre os rumores, o mercado especulou aindaa possibilidade de a China estar se abastecendo nos EUA para sanar suas necessidades de soja diante dos escassos estoques na América do Sul, mais especificamente do Brasil.

Segundo informações da Reuters Internacional, há dois carregamentos de soja destinados à China no reporte semanal de embarques semanais divulgado nesta segunda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o primeiro desde o meio de setembro. 

"Se virmos os números crescendo entre os embarques semanais saberemos que a China está realmente necessitando de soja e vai pagar mais por isso", disse o analista internacional Terry Reily à Reuters. 

Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para os embarques semanais de soja do país vieram fortes e somarm, na semana encerrada em 11 de outubro, em 1.157,787 milhão de toneladas. O volume ficou bem acima da semana anterior. 

No acumulado da temporada, porém, o total ainda fica abaixo do mesmo período do ano anterior,  com 4.723,314 milhões de toneladas. Na temporada anterior, nessa época, o total era de mais de 7,2 milhões. 

Complementando o cenário de demanda, a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) trouxe ainda o esmagamento de soja dos EUA acima da expectativa média do mercado e contribuiu para as altas fortes.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Jorge A. Graunke PONTA PORÃ - MS

    Analistas do NA são todos baixistas.

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    • ELCIO SAKAIVIANÓPOLIS - GO

      Lembrem-se que todo inicio de plantio é otimista, mal começamos a safra, temos produtores que irão reduzir em tecnologia, outras que irão plantar com metade da dose de adubo ou menos, temos adversidade climática durante toda a cultura, intenção de plantio americano pra próxima safra, etc. Apesar de ter um tom baixista neste momento, tem muitos fatores altistas no decorrer da safra de grãos. Se o real se valorizar perante do dólar, ainda temos o bushel que pode reagir. O jogo está apenas iniciando, façam suas apostas.

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