Soja passa para o lado negativo da tabela em Chicago esperando definições nos EUA e à espera do USDA

Publicado em 06/11/2018 13:30
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O mercado da soja deixou as leves altas de lado no início da tarde desta terça-feira (6) e passou para o lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago. As cotações cediam, por volta de 13h10 (horário de Brasília), entre 3,75 e 4 pontos nos principais contratos. 

Assim, o vencimento novembro/18 tinha US$ 8,69 por bushel, enquanto o maio/19 era cotado a US$ 9,07 por bushel. Mais cedo, o contrato que é referência para os negócios no Brasil, operava acima dos US$ 9,10. 

A cautela é mantida entre os traders, uma vez que esperam por uma série de definições nesta semana. 

As sinalizações de China e Estados Unidos de que poderiam chegar a um acordo e por fim à guerra comercial traz algum otimismo ao mercado e motiva o avanço, mesmo que ainda tímido, segundo explicam analistas internacionais. A disputa já se estende desde maio e tem prejudicado severamente os preços internacionais, uma vez que a demanda chinesa pela soja americana está estacionada. 

"Tanto a China quanto os EUA adorariam ver uma maior cooperação econômica e comercial. O lado chinês está pronto para ter discussões com os EUA sobre questões de preocupação mútua e trabalhar por uma solução em relação ao comércio aceitável para ambos os lados", disse Wang ao Fórum Bloomberg New Economy em Cingapura. 

Além desse fato, o mercado observa ainda as eleições de meio mandato que acontecem nesta terça nos EUA - o que também pode mexer com as cotações daqui em diante - e se prepara para a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira, 8 de novembro. 

Ao mesmo tempo, o mercado ainda sente também a pressão do bom progresso da colheita nos Estados Unidos, que já entra em fase de conclusão. De acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os trabalhos de campo já estão concluídos em 83% da área. 

Embora com um avanço na semana de 11%, a colheita ainda se mostra ligeiramente atrás da média dos últimos cinco anos. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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