Soja: Mercado deixa estabilidade de lado e passa a subir mais de 1% em Chicago nesta 3ª feira

Publicado em 20/11/2018 12:56 e atualizado em 20/11/2018 15:42
450 exibições

LOGO nalogo

O mercado da soja deixou a estabilidade de lado na tarde desta terça-feira (20) e passou a operar com intensas altas na Bolsa de Chicago. Perto de 15h15 (horário de Brasília), os preços subiam entre 10,75 e 11,25 pontos, com o janeiro/19 cotado a US$ 8,85 e o maio/19, US$ 9,11 por bushel. 

Segundo explicam analistas internacionais, os traders ajustam o mercado antes da pausa do feriado do Dia de Ação de Graças, comemorado nesta semana nos Estados Unidos, e corrigindo parte das baixas de mais de 20 pontos observadas na sessão anterior. 

"O mercado da soja caminha cautelosamente hoje, depois das vendas generalizadas (de posições) ontem em todos os grãos. As vendas lenta, o progresso da colheita aquém do esperado, o posicionamento antes do feriado, tudo isso está dando suporte aos preços", diz Jason Roose, analista de mercado da U.S. Commodities.

Além disso, ainda hoje observa também um novo anúncio de venda por parte dos americanos de 123,567 mil toneladas da safra 2018/19 para destinos não revelados. O reporte, em um momento de falta de novidades, acabou dando espaço para novos, embora pequenos, ganhos para a soja na CBOT. 

As atenções também se voltam, além da questão da disputa entre China e EUA, para o posicionamento dos fundos investidores. Segundo explicaram os analistas da ARC Mercosul, o volume de posições vendidas na soja tem aumentado consideravelmente nas últimas semanas. Na contramão, o trigo trouxe uma retração de 14mil posições para o lado da compra, ainda segundo os executivos.

"A maioria dos operadores da soja se mantém no lado vendido desde meados de junho, com a concretização do início da Guerra Comercial", diz a consultoria ARC.

Nos EUA, a colheita da soja passou, em uma semana, de 88% para 91% da área. O ritmo ainda se mostra um pouco abaixo da média e do registrado no mesmo período do ano passado, sendo, em ambos os casos, 96% do total. 

Tags:
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário