Preços da soja no Brasil tem 2ª feira de poucas variações com falta da referência de Chicago

Publicado em 21/01/2019 18:16
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Sem a referência da Bolsa de Chicago, os preços da soja registraram poucas variações no mercado brasileiro nesta segunda-feira (21). Nos EUA, o mercado não funcionou em decorrência do feriado do Dia de Martin Luther King e os negócios serão retomados nesta terça-feira, dia 22. 

No interior do Brasil, os destaques deste início de semana ficaram por conta de praças do Paraná, com altas de 0,74% a 1,49% em praças como Ubiratã, Londrina e Cascavel, onde os valores são de R$ 68,00 a R$ 68,50 por saca. Em Pato Branco, são R$ 69,00 e alta de 1,47%. 

As cotações no estado paranaense acompanharam a leve valorização do dólar frente ao real nesta segunda. A moeda americana fechou o dia com alta de 0,07% e valendo R$ 3,7587. Apesar de uma sessão de liquidez baixa, com a cautela permeando os negócios diante da presença do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, durante o dia os ganhos foram mais expressivos. 

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No restante das principais praças de comercialização do Brasil, as referências permaneceram estáveis. Em Mato Grosso, os valores da saca ainda variam entre R$ 58,00 e R$ 67,00 por saca; Mato Grosso do Sul tem algo perto de R$ 63,00 e Goiás, preços próximos de R$ 65,00 por saca na região de Jataí. 

Há alguns fatores que ainda mantêm a comercialização da soja se desenvolvendo em um ritmo mais lento no país. A pouca direção das cotações na Bolsa de Chicago - que aguarda, principalmente, uma definição das relações entre China e Estados Unidos - o avanço da colheita no Brasil e o conhecimento do tamanho real da nova safra do Brasil, além da questão do tabelamento dos fretes são alguns deles. 

"Os negócios devem continuar pontuais nesta semana porque o mercado espera pela definição da
disputa entre EUA e China, onde os chineses querem ver que rumo tomará Chicago para voltar a negociar aqui", explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

Para o executivo, poucas mudanças deverão ser observadas nestes próximos dias, uma vez que os líderes americanos e chineses voltam a se reunir entre os dias 30 e 31 de janeiro e novidades podem chegar somente após esse novo encontro. 

Além disso, ainda como explica Brandalizze, "também segue o impasse entre o Trump e Congresso, que deixa o governo americano engessado e o USDA parado, sem divulgar dados de safra, exportações e outros que norteiam os rumos do mercado de Chicago". 

Nos portos, os preços também não tiveram grandes mudanças. Em Santos e Rio Grande, nem mesmo referências foram registradas nesta segunda-feira, enquanto Paranaguá permaneceu estável em R$ 75,20 no disponível e R$ 75,40 para o fevereiro. 

O consultor reafirma, portanto, que essa deverá ser uma semana de poucos negócios, com os produtores também mais retraídos, à espera de preços melhores para voltarem a comercializar. Até que isso aconteça, os indicativos devem contar com poucas mudanças e os novos negócios se dando ainda de forma pontual e localizada. 

Entretanto, "temos expectativa de que o mercado venha com cotações em crescimento, mesmo sendo período de safra e que o normal seria de baixa", acredita o consultor da Brandalizze Consulting.

Fretes

Na última sexta-feira (18), a nova tabela de fretes foi divulgada pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) trazendo um aumento de 1,54% mo valor mínimo dos serviços. No entanto, o avanço da colheita, o aumento da oferta de grãos e a maior concorrência pelos fretes poderão amenizar o impacto desta alta, segundo explicou em entrevista ao Notícias Agrícolas o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira. 

Veja, no link abaixo, a entrevista na íntegra:

>> Avanço da colheita e maior concorrência por frete pode amenizar alta de 1,5% na tabela

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Por Carla Mendes
Fonte Notícias Agrícolas

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