Soja: Chicago se recupera em movimento frágil e fecha a 6ª feira com alta de quase 10 pts

Publicado em 25/01/2019 18:31
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Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta sexta-feira (25) em alta. As cotações iniciaram o dia operando com estabilidade e pequenas variações bastante limitadas. Ao longo do dia, o mercado foi ganhando força e encerrou o dia com altas de pouco mais de 9 pontos em suas posições mais negociadas. 

Dessa forma, o contrato março/19 ficou em US$ 9,25 por bushel, enquanto o maio/19, importante referência para a safra brasileira, fechou com US$ 9,39. 

De acordo com informações de agências internacionais, os preços passaram por um novo movimento de correção, com os fundos buscando por "barganhas" para garantir um bom posicionamento diante de tantas expectativas que ainda rondam o mercado e o direcionamento dos preços. 

Ainda faltam novidades consistentes para um avanço mais seguro das cotações, mas os traders ainda tentam garantir alguma especulação diante dos rumores que circulam nos bastidores. Entre as preocupações estão as atenções sobre os efeitos do clima para a safra do Brasil, a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a paralisação do governo norte-americano. 

Por aqui, a irregularidade tem sido a maior marca da safra 2018/19. As chuvas chegam onde são mais necessárias ainda de forma muito irregular, mal distribuídas e, para algumas localidades, já tarde para que as perdas sejam revertidas. 

Veja mais:

>> Chuvas voltam ao Brasil Central em forma de "mangas", muito irregulares

Nos EUA, no final da tarde desta sexta, o presidente Donald Trump anunciou que foi firmado um acordo para reabrir o governo americano até 15 de fevereiro. "Estou muito orgulhoso de anunciar hoje que chegamos a um acordo para acabar com a paralisação e reabrir o governo federal", disse Trump na Casa Branca.

Mais detalhes, porém, ainda não são conhecidos. Até que sejam, o mercado continua vazio de informações e dados oficiais, trabalhando ainda com rumores e especulações. 

E leia ainda:

>> Trump anuncia acordo para reabrir governo dos EUA até 15 de fevereiro

Além disso, como explica o analista de mercado Marlos Correa, da Insoy Commodities, os traders começam tambéma a especular sobre os próximos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que poderiam trazer uma redução da área de soja no país, uma outra expectativa que ronda a direção de Chicago. 

Mercado Brasileiro

Apesar disso, no Brasil, o impacto dessas últimas altas foi limitado, dada a falta da referência do dólar nesta sexta-feira. Com o feriado do aniversário de São Paulo, o mercado cambial não funcionou e os preços nas principais regiões produtoras do Brasil permaneceram estáveis. 

A exceção foi o porto de Rio Grande, onde as referências subiram de forma considerável. A soja disponível fechou o dia com alta de 1,33% para R$ 76,00 por saca, enquanto para fevereiro o ganho foi de 2,27% para R$ 76,50. 

Comentário de Mercado da ARC Mercosul

Por Cristiano Palavro

A semana foi de movimentações em ambos os lados para as cotações da soja. Novamente pesou a falta de informações em meio a maior paralisação da história do governo norte-americano, fato, porém, que foi prometido em se encerrar hoje, com o anuncio oficial de Trump.

O cenário climático no Brasil segue diluindo o potencial produtivo das lavouras no país, e a irregularidade de chuvas deixa em aberto o resultado da safra por aqui.

O que também gerou movimentos difusos na Bolsa de Chicago foi a “arte da negociação” aplicada pelos americanos ao longo dos últimos dias, numa combinação de declarações positivas com outras mais duras a respeito do potencial acordo comercial com os chineses. A próxima semana será decisiva para este enredo entre Trump e Jinping, com o mercado apostando num cenário otimista para a relação futura entre as duas principais potências econômicas mundiais. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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