China e EUA se aproximam de acordo comercial e soja avança em Chicago nesta 5ª

Publicado em 21/02/2019 13:00 e atualizado em 21/02/2019 19:01
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China e Estados Unidos parecem estar mais próximos de um acordo que ponha um final efetivo à guerra comercial já em curso desde meados do ano passado. A sinalização foi bem recebida e os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago já intensificavam suas altas no início da tarde desta quinta-feira (21). Perto de 12h10 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 8 e 8,50 pontos, com o maio valendo US$ 9,24 por bushel.

Segundo informações da ARC Mercosul, as duas maiores economias do mundo já estariam alinhando um acordo concreto para reestabelecer suas relações comerciais. O objetivo agora é conseguir a aprovação dos termos pelos dois líderes. 

"Assim como relatamos no fim da última semana, os representantes comerciais de ambas as nações já estão trabalhando em um Memorando de Entendimento para ser apresentado aos respectivos presidentes, Donald Trump e Xi Jinping. Os próximos passos seriam a aprovação dos termos por ambos lados e a conclusão do acordo em um encontro presencial, que deverá acontecer em meados de março", diz a ARC.

Fontes familiarizadas com os últimos encontros das delegações chinesa e americana relataram à agência internacional Bloomberg que a China se ofereceu para comprar mais US$ 30 bilhões de produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja, milho e trigo, como parte desse acordo que estaria sendo desenhado com esse Memorial de Entedimento.

Entre as pautas das últimas conversas estão ainda os planejamentos para que sejam removidas tarifas anti-dumping e anti-subsídios dos grãos destilados secos (DDGs). 

As informações são positivas, porém, ainda não foram reportados detalhes do possível acordo ou dos próximos passos que serão tomados pelas duas nações, uma vez que a disputa já, há tempos, deixou seu viés puramente comercial para tomar proporções geopolíticas muito maiores. 

Assim, os principais pontos de discussão continuam sendo, além da agricultura, a queda de barreiras, os setores de serviços, transferência de tecnologia e propriedade intelectual. Há, porém, a possibilidade de as condições dos dois presidentes não coincidirem e a as tarifas voltarem a ser impostas. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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