Soja fecha estável em Chicago nesta 2ª feira com foco mantido sobre guerra comercial

Publicado em 18/03/2019 18:21
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Os preços da soja fecharam o pregão desta segunda-feira (18) em queda. O mercado trabalhou durante todo o dia do lado negativo da tabela, ainda exibindo um comportamento técnico diante da ausência de notícias novas, princpalmente, sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos. 

Embora a nova safra norte-americana esteja próxima e os trabalhos de campo há semanas de serem efetivamente inciados, o conflito entre chineses e americanos permanece ainda muito presente entre as negociações. E até que isso se resolva, a lateralização do mercado continua, como explica o analista de grãos da Informa Economics FNP, Vitor Belasco. 

Assim, os futuros da oleaginosa encerraram os negócios com pequenas baixas de pouco mais de 3 pontos, e o maio/19 cotado a US$ 9,05. O contrato agosto terminou o dia com US$ 9,25. 

"O clima nos EUA e a guerra comercial terão um efeito significativo nos mercado, principalmente neste momento em que os produtores começam a ir para o campo", diz a consultoria internacional Allendale, Inc. 

E até o presente momento, a novela China x EUA não traz novos capítulos. Ao mesmo tempo, as adversidades climáticas que vêm sendo registradas nos EUA, apesar de bastante severas, são 'pontuais' e, uma vez que o plantio ainda não foi iniciado, não prejudicam a nova safra. As condições, porém, merecem ser acompanhadas. 

O Meio-Oeste e as Planícies norte-americanos têm sido duramente castigados nos últimos dias por conta das chuvas intensas que chegam à regiões. Os estados de Nebraska, Iowa, Missouri, Kansas e as Dakotas foram alguns dos mais afetados, registrando inundações capazes até mesmo de destruir silos cheios de grãos. Os prejuízos ainda estão sendo contabilizados. 

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No paralelo, há ainda a atuação dos fundos, que seguem carregando uma intensa e grande posição vendida neste momento, à espera do gatilho que possa revertê-la. "O nível especulativo do mercado nesse momento é altíssimo", diz Belasco. 

Preços no Brasil

Neste ambiente, o mercado brasileiro também segue cauteloso e trabalhando em compasso de espera. "O produtor só vende diante das suas necessidades de fazer caixa", explica o analista da Informa. Assim, os indicativos da oleaginosa nos portos permaneceram estáveis nesta segunda-feira. 

Em Paranaguá, o spot fechou com R$ 77,50 e em Rio Grande, com R$ 76,50 por saca. Para o mês seguiinte, R$ 78,50 e R$ 77,50, respectivamente. 

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Enquanto o mercado dos grãos (e todos os outros) aguardam a confirmação de quando o primeiro ministro chinês Xi Jinping visitará os Estados Unidos para colocar um fim a guerra comercial, quem está por lá é o nosso presidente Jair Bolsonaro.

A Ministra Tereza Cristina acompanha a delegação brasileira e na pauta dos encontros em solo americano estão diversos temas importantes ao nosso agronegócio, como as relações bilaterais envolvendo a proteína animal (carnes), etanol, açúcar, suco de laranja, trigo, entre outros produtos. 

No pano de fundo da aproximação entre Brasil e Estados Unidos está a relação com nosso maior parceiro comercial, a China. Já sensivelmente afetada por declarações “pouco produtivas” de membros do alto escalão do governo, o que os produtores rurais brasileiros esperam é que eventuais compromissos assumidos com Trump não venham a inibir o vantajoso comércio que cultivamos com os chineses.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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