Soja: Com impactos do acordo ainda muito incertos, Chicago tem novo dia de baixas nesta 5ª

Publicado em 16/01/2020 12:27 e atualizado em 16/01/2020 20:08
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem operando em campo negativo nesta quinta-feira (16), depois das baixas intensas da sessão anterior e da assinatura da fase um do acordo comercial entre China e Estados Unidos, que aconteceu ontem. 

O mercado recebeu os termos adotados pelos dois países ainda com alguma dúvida, principalmente no caso da soja, quais os efeitos práticos que poderão ser sentidos pelos preços e pela demanda chinesa no mercado americano. 

"O pacote Fase 1 do acordo comercial EUA/China mostrou volume total de Us$ 32 bilhões, acima do patamar de 2017 nos dois próximos anos para produtos agrícolas americanos à China, o que traduz em uma média total aproximado de US$ 40 bilhões por ano. Mas, sem detalhes sobre quanto isto significa em soja, traders ficaram na defensiva", explica Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

Assim, por volta de 12h (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 3,75 e 4,50 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 9,24 e o maio, US$ 9,37 por bushel. 

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Há diversos tipos de análise sobre os efeitos possíveis deste acordo para o mercado brasileiros de soja. Por hora, as cotações encontram suporte no dólar ainda acima dos R$ 4,00, na demanda ainda presente por aqui - com a competitividade mantida para o produto brasileiro - e prêmios mostrando ainda alguma consistência. 

"O mercado já está favorecendo o Brasil", afirmou o analista de mercado Michael McDougall, da Paragon à agências de notícias. "A maior parte das compras chinesas viria do setor privado, e ele não vai operar no prejuízo. É meio irônico que os EUA estão tentando limitar o favorecimento das companhias estatais, uma vez que, se saírem compras mesmo, elas devem vir das estatais para aumentar estoques", completou. 

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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