Soja negociada em Chicago mantém estabilidade nesta 4ª carente de notícias positivas

O mercado da soja opera ainda na estabilidade nesta manhã de quarta-feira (29), e tem leves altas entre os contratos mais negociados na Bolsa de Chicago. Perto de 7h05 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,25 e 1 ponto, levando maio a US$ 8,26 e o agosto a US$ 8,34 por bushel.
A falta de notícias positivas mantém o mercado pressionado e sem espaço para testar novas altas ou um processo mais consistente e duradouro de recuperação. Isso, principalmente, no momento de início de uma nova safra nos Estados Unidos.
"Mais uma vez repetimos, com o plantio avançando sem problemas nos EUA, só compras novas de soja americana pela China para oferecer suporte. Isso porque tudo indica que por enquanto não teremos notícias bombásticas positivas em relação ao Covid-19 e que serão capazes de mudar o humor dos investidores e especuladores", explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar.
Os traders esperavam que o movimento de compras apresentado pela nação asiática na última semana - que adquiriu mais de 600 mil toneladas no mercado norte-americano - poderia continuar nestes últimos dias, porém, ainda é sentida a ausência da China no cenário dos EUA.
De outra perspectiva, segundo a consultoria internacional Allendale, aos poucos o mercado pode encontrar suporte na demanda maior do setor de proteínas animais, com algumas plantas começando a reabrir nos EUA.
O presidente Donald Trump ordenou que as plantas permaneçam operantes para garantir e proteger as cadeias de abastecimento no país, apesar das preocupações com os surtos de coronavírus que foram registrados nas empresas nas última semanas.
Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
>> Novas compras chinesas pela soja americana não se confirmam e cotações recuam em Chicago
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