Soja segue com baixas fortes em Chicago, pressionada pelas chuvas esperadas para os EUA

A pressão sobre os preços da soja continua na Bolsa de Chicago e os futuros da oleaginosa vêm intensificando suas baixas no final da manhã desta terça-feira (15). As cotações perdiam entre 0,25 e 21,75 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 14,71 e o novembro a US$ 13,73 por bushel. Essas são as mínimas dos preços em nove semana.
O que mais pesa sobre as cotações agora é a questão climática. O mercado está bastante focado nas previsões que chegam do NOAA, o serviço oficial de clima dos Estados Unidos, com modelos que seguem trazendo mais chuvas e temperaturas mais baixas do que o normal para a segunda metade de junho. Embora em foco agora, o modelo americano não tem sido o que mais acerta as previsões para o Corn Belt nas últimas semanas, mas ainda assim promove perdas intensas para os futuros da soja e do milho, os quais testam suas mínimas em três semanas no caso do cereal.
Os mapas do NOAA seguem mostrando para o período de 22 a 28 de junho chuvas acima da média, principalmente no estado de Iowa, que é um dos que mais sofre com o tempo seco agora, além de temperaturas mais amenas. Confirmadas essas condições seriam bem vindas para as lavouras norte-americanas, as quais já vêm sofrendo diante das atuais condições.

Previsão de Chuvas para 22 a 28 de junho nos EUA - Fonte: NOAA

Previsão de Temperaturas para 22 a 28 de junho nos EUA - Fonte: NOAA
"Quanto de soja chegará a Iowa nas próximas duas semanas? Este foi o maio e tem sido o início de junho mais secos para o estado nos últimos 20 anos. Iowa é o maior estado produtor de milho e o segundo maior de soja. Se as chuvas, porém, continuarem abaixo do normal até o final deste mês e no começo de julho, aí será mais difícil de alcançarmos a média de produtividade para os EUA em 2021", afirma o consultor de mercado Al Kluis, da Kluis Advisors ao portal Successful Farming.
Ao lado da questão do clima, os mercados de soja e milho sentem a pressão ainda das incertezas no mercado de biocombustíveis nos Estados Unidos. O presidente americano Joe Biden se vê dividido entre sua agenda ambiental e o incentivo aos combustíveis verdes, enquanto tem de olhar, ao mesmo tempo, para suas refinarias de petróleo.
E assim, a possibilidade de uma redução no mandatório do biodiesel e do etanol de milho também promovem uma especulação forte no mercado dos grãos. Ontem, os futuros do óleo de soja perderam mais de 3%, e hoje seguem em campo negativo, porém, com perdas mais contidas.
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Joao M C Miranda Astorga
Grato por me adicionarem !