Soja: Chicago e dólar fecham 5ª feira em alta, resultando em altas no interior do BR

Publicado em 14/10/2021 17:29 1895 exibições

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Os preços da soja no mercado brasileiro voltaram a subir em  partes do interior do Brasil, enquanto mantiveram sua estabilidade nos portos do país nesta quinta-feira (14). O fôlego das cotações na Bolsa de Chicago - que terminaram o dia em campo positivo - e uma nova alta do dólar frente ao real deram espaço aos ganhos, porém, eles não foram generalizados. 

A moeda americana fechou a sessão com alta de 0,13% e valendo R$ 5,52. 

As altas se deram, principalmente, no sul e nas praças de Mato Grosso, como Londrina, no Paraná, onde o indicativo ficou em R$ 159,00 e subiu 0,63% ou Rondonópolis, em Mato Grosso, onde o preço da saca subiu 1,31% para R$ 162,00. Em contrapartida, no Oeste da Bahia, a referência cedeu 2,24% para ficar em R$ 158,75 ou em Jataí, no Goiás, onde a baixa foi de 1,28% para R$ 154,00 por saca. 

Nos portos, Paranaguá terminou o dia com R$ 168,00 no disponível e R$ 161,00 para safra nova, enquanto em Rio Grande os fechamentos ficaram em, respectivamente, R$ 167,00 e R$ 159,00 por saca. 

Como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, os negócios são mais tímidos agora, com os produtores focados mais nos trabalhos de campo do que na comercialização efetivamente, também por já terem um percentual considerável já vendido. 

BOLSA DE CHICAGO

No mercado internacional, as cotações da soja terminaram o dia com altas de 8 a 11 pontos nos principais vencimentos negociados na Bolsa de Chicago, levando o novembro de volta aos US$ 12,06 e o maio/22, referência para a safra brasileira, a US$ 12,33 por bushel. 

O mercado internacional encontrou espaço para recuperar parte dos ganhos depois das altas expressivas e consecutivas, inclusive atraindo os compradores diante de preços mais baixos. 

Além disso, a China comprou soja por dois dias consecutivos nos EUA, dando sinais melhores sobre a demanda e a sua volta ao mercado. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou a venda de 132 mil toneladas de soja para a China nesta quinta-feira (14). Este é o segundo anúncio da semana, uma vez que ontem a instituição já havia informado a venda de outras 528 mil toneladas da oleaginosa, sendo 330 mil destinadas à nação asiática.

O volume foi todo da safra 2021/22. As vendas todas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento. 

O mercado segue muito atento ao comportamento das compras chinesas e em que ritmo devem acontecer até o final deste ano, começo do próximo, uma vez que o país ainda precisa fazer algumas boas compras até o final de 2021 e começo de 2022 para estar bem e plenamente abastecido. 

No paralelo, os traders seguem monitorando o avanço da colheita americana e, principalmente, sua conclusão, de forma a conhecer o tamanho real da oferta americana, além do plantio no Brasil, que ganhou um alerta a mais nesta quinta-feira, depois da confirmação pelo NOAA de um novo La Niña. 

Em atualização divulgada no final da manhã desta quinta-feira (14), a Administração Atmosférica e Oceânica (NOAA) confirmou as condições de La Niña na temporada de dezembro a fevereiro de 2022. Sendo assim, pelo segundo ano consecutivo o Verão no Brasil poderá sentir os impactos do fenômeno climático. "Condições do La Niña se desenvolveram e devem continuar com 87% de chance do La Niña de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022", destacou a publicação oficial. 

Após um período de neutralidade, o NOAA destacou ainda que o La Niña pode atingir intensidade moderada. A consultoria MetSul complementa que os valores de calor latente no oceano hoje são menores do que no pico de intensidade do evento na temporada 2020/2021.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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