Soja acompanha altas de mais de 2% do farelo e passa a subir forte em Chicago nesta 3ª
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Acompanhando a retomada e um dia de novas altas para o farelo de soja na Bolsa de Chicago, os futuros da oleaginosa voltam a subir também no início da tarde desta terça-feira (25) e, por volta de 12h (horário de Brasília), as altas variavam de 13,25 a 14 pontos nos principais vencimentos, levando o maio de volta aos US$ 14,10 por bushel. O novembro tinha, no mesmo momento, US$ 13,85. No mesmo momento, o farelo, no contrato dezembro, tinha ganho de 2% e era cotado a US$ 416,80 por tonelada curta.
O mercado do farelo segue atento às condições na China, onde os estoques estão recuando e o recebimento de matéria-prima está comprometido, deixando o cenário cada dia mais preocupante.
"Os estoques de farelo e soja continuam caindo como uma pedra. O recebimento de milho e demais cereais começou a desacelerar forte", explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities. "O produtor americano está segurando a soja e as indústrias na China continuam de olho para cobrir sua demanda de dezembro a fevereiro. As margens de esmagamento nos EUA estão obscenas. No Brasil as margens para a safra nova estão ok. Na China as margens futuras estão negativas. A Argentina vai esmagar menos e o La Niña novamente está derrubando a produtividade das palmeiras no sudeste da Ásia. Na Ucrânia o racionamento de energia está reduzindo o esmagamento de soja e girassol", complementa.
Além disso, um movimento de menos aversão ao risco também parece se desenhar nesta terça-feira e não só a soja passa a subir, mas as commodities todas de uma forma generalizda, com destaque para o algodão em Nova York, subindo mais de 3%.
Os traders procuram tomar um fôlego depois do início de semana conturbado, mas ainda assim focando em fundamentos que precisam ainda ser monitorados de perto - como o plantio sul-americano e a colheita americana, e o clima para ambos os processos - bem como a macroeconomia e ao cenário geopolítico.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ontem atualizou os dados da colheita dos EUA e apontou o índice em 80% da área, contra 77% do esperado pelo mercado. Mais uma vez, os números mostram que o avanço é rápido nas lavouras americanas, superando, inclusive, o ritmo na colheita do milho.
A demanda e seu comportamento também permanecem sob a atenção dos traders, em especial depois de Xi Jinping ter assumido o governo da China pelos próximos cinco anos e de ter mudado sete peças-chave de seu governo, incluindo Li Keqiang, premier chinês.
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