Soja fecha 4ª com altas entre 4 e 9 pts na CBOT, apesar de Rússia retomar acordo de grãos do Mar Negro
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As cotações futuras da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (02) com alta na Bolsa de Chicago (CBOT), entre 4 a 9 pontos, após o mercado operar durante a maior parte do dia no campo negativo. O dia foi de muita atenção para as informações da Rússia no acordo de grãos do Mar Negro.
O principal vencimento da oleaginosa concluiu a sessão com valorização de 0,43%. O janeiro/23 ficou o dia cotado a US$ 14,54 por bushel, com salto de 6,2 pontos. Enquanto que o maio/23, mais distante, registrou no dia valorização de 8 pontos, valendo US$ 14,69 por bushel.
Nos derivados, o farelo de soja ficou próximo da estabilidade, com tendência de queda, e o óleo saltou mais de 3%, o que também contribuiu para algum suporte para a soja no dia, segundo análises internacionais.
Depois de anunciar que deixaria o acordo de exportação de grãos que permite à Ucrânia exportar pelo Mar Negro, dizendo que não poderia garantir a segurança dos navios civis – o que deu suporte aos preços no início da semana –, a Rússia voltou atrás hoje e disse que renovará a participação.
Com essa informação, o mercado da oleaginosa caiu durante a maior parte do dia. Porém, o mercado virou durante a tarde.
"Apesar da questão da Rússia, o pessoal em Chicago está olhando a questão da greve dos caminhoneiros aqui no Brasil, o dólar barato por aqui também e uma semana sem nenhum negócio brasileiro. Isso é fator positivo", disse Vlamir Brandalizze, analista da Brandalizze Consulting.
Também dá suporte aos preços a declaração do presidente russo, Vladimir Putin, de que o país ainda pode sair do acordo de grãos novamente, mas que não iria bloquear exportação para Turquia.
Ainda permeiam a atenção do mercado questões relacionadas à demanda e ao financeiro. "O governo chinês anunciou que o Covid-19 está praticamente controlado por lá e vão afrouxar medidas. Isso também é positivo. Além disso, tem a liberação de negócios de algumas empresas para milho brasileiro. É sinal que a China vai vir pro mercado", complementou Brandalizze.
Nesta quarta-feira, as praças brasileiras de negociação para a soja não funcionaram por conta do feriado nacional de Finados.
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