Soja: Mercado de grão e derivados voltam a subir em Chicago nesta 5ª com boas notícias sobre endividamento dos EUA
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Depois de duas sessões de baixas intensas, os preços da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago no pregão desta quinta-feira (1). Perto de 8h10 (horário de Brasília), as cotações subiam de 15,50 a 19 pontos nos contratos mais negociados, trazendo o julho de volta aos US$ 13,18 e levando o novembro aos US$ 11,65 por bushel. Não só a soja em grão, mas os derivados de soja também sobem e registram ganhos superiores a 1%, bem como milho e trigo.
O mercado passa por uma recuperação técnica e acompanha o o movimento que se observa também nas demais commodities, as quais também marcaram perdas generalizadas nesta semana. A aprovação do projeto de lei sobre o aumento do teto do endividamento americano foi aprovado na Câmara com amplo apoio dos dois partidos - Republicano e Democrata - e deu espaço para o financeiro respirar mais aliviado.
Foram 314 votos a favor e 117 contra para que agora o projeto siga para o Senado.
De outro lado, os traders permanecem acompanhando o desenvolvimento da nova safra americana e as condições de clima para o Meio-Oeste americano que, até o presente momento, não apresenta grandes ameaças.
"A grande atenção agora é o desenvolvimento do clima. Ainda é cedo para qualquer decisão específica para a safra americana, estamos caminhando para uma janela final de plantio, essa janela está sendo muito rápida, e essa velocidade é justificada também pelo clima mais quente e seco do que normalmente é em maio e isso favorece o operacional no campo nestes solos mais pesados que os EUA têm", explicou o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro.
E o executivo completa dizendo que "Hoje, se tivermos um clima normal nos Estados Unidos, será difícil esses patamares se sustentarem. E não só uma safra cheia nos EUA, mas em meio a todo esse cenário macroeconômico, há poucas salva-guardas para o mercado". Palavro lembrou ainda que as incertezas não se dão somente sobre a economia americana, mas também à chinesa, que ontem apresentou dados bastante fracos sobre setores importantes.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
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