Soja segue em alta na Bolsa de Chicago nesta 2ª, mas dólar neutraliza ganhos para o BR
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Os preços da soja continuam subindo na Bolsa de Chicago no início da tarde desta segunda-feira (10). Por volta de 12h20 (horário de Brasília), as cotações registravam ganhos de 7,25 a 8,50 pontos nos principais vencimentos, o que trazia o janeiro aos US$ 11,26 e o maio a US$ 11,44 por bushel. Farelo e óleo de soja também operavam em campo positivo.
"A semana começa com otimismo na CBOT. Sem grandes novidades entre os fundamentos, o mercado tem expectativas quanto a volta das atualizações de oferta e demanda do USDA. Enquanto isso, os traders continuam esperando a materialização de novas compras chinesas", explica o analista de mercado da Pátria Agronegócios, Pedro Vasconcellos.
Permanecem no radar dos traders os mesmos pontos de atenção. A demanda da China se confirmando ou não nos EUA, a relação entre os dois países, a demanda chinesa em outras origens - em especial no Brasil - e a competitividade dos preços de seus demais fornecedores, além do desenvolvimento da nova safra brasileira e as condições climáticas para tal.
Nesta semana, porém, o mercado também deverá estar ainda mais ansioso à espera do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o qual será divulgado nesta sexta-feira, 14 de novembro, mesmo com o governo americano ainda paralisado. Há tempos os traders não recebem números oficiais, o que os deixa ainda mais no escuro e influenciado pelo quadro político.
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Já no Brasil, a semana começa, mais uma vez, com os preços pouco alterados. A baixa do dólar neutraliza parte dos ganhos em Chicago, enquanto os prêmios também estão desencorajados pela recente alta das cotações da soja na CBOT. Assim, o ritmo da comercialização ainda tem estado um pouco mais lento nos últimos dias.
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