Plantio da soja pode ficar mais barato em MT

Publicado em 05/04/2010 11:32 559 exibições
A atual temporada mal terminou e os sojicultores mato-grossenses, os primeiros a plantar a nova safra brasileira do grão, já se mobilizam para planejar o ciclo 10/11. Ainda sem um denominador comum sobre lucros versus prejuízos e o desempenho da produtividade média das lavouras em 09/10, os produtores começam a descobrir quanto vai custar a nova safra. Se o plantio fosse iniciado hoje parte dos custos de produção seguiriam sem grandes alterações.

Como revela o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo total ficará entre R$ 1,58 mil – o maior – e R$ 1,41 mil - o menor -, para cada hectare (ha) cultivado em cinco regiões do Estado. Comparando a base de março que projeta a nova safra com a base de fevereiro referente à 09/10, o plantio fica mais barato na região sudeste e praticamente inalterado nas regiões nordeste, centro-sul, oeste e médio-norte.

Este é o primeiro levantamento para aferir custo de produção da soja para o ciclo 10/11 elaborado pelo Imea e divulgado no final da última semana. Para os valores contabilizados o Instituto considerou soja convencional e transgênica, uma produtividade média de 52 sacas por hectare e uma taxa de câmbio de R$ 1,84, de acordo com o comportamento do mercado em março. As estimativas apresentadas são de soja transgênica para Campo Verde e Canarana e de convencional para Sapezal, Sorriso e Diamantino.

A grosso modo, pode se dizer que neste momento, os custos totais de produção empatam com a média estadual de cerca de R$ 1,5 mil contabilizados na atual safra (09/10). Ao somar os custos previstos pelo Imea nas cinco regiões prospectadas chega-se a média de R$ 1,5 mil.

A região onde o hectare estará mais elevado é a sudeste que tem como referência o município de Campo Verde (139 quilômetros de Cuiabá), R$ 1,58 mil, que convertido em sacas, terá custo unitário de R$ 30,42. O produtor inicia a safra sabendo que com cotação igual ou inferior a este valor, o prejuízo será certo. Porém, é justamente Campo Verde que apresenta a maior diferença nesta primeira projeção, onde o custo por hectare plantado passa de R$ 1,73 mil para R$ 1,58 mil, redução de 9,49%.

INALTERADO - Na região nordeste, cuja referência do Imea é Canarana (823 quilômetros de Cuiabá) o custo total por hectare é de R$ 1,50 mil, com a saca custando R$ 28,94. No ciclo 09/10, base fevereiro, o custo/ha foi de R$ 1,55 mil. Vale destacar que com exceção do sul e sudeste do Estado, praças com as melhores cotações à oleaginosa, nas outras regiões a saca é depreciada em função do aumento da distância dos principais portos exportadores. Quando maior a distância, menor o preço da saca.

Para região centro-sul, cuja referência do Imea é Diamantino (209 quilômetros de Cuiabá), o custo total de produção por hectare cultivado é de R$ 1,41 mil e saca deve demandar investimentos de R$ 27,30. Neste primeiro levantamento esta é a região onde o plantio custará menos ao sojicultor. Na comparação com a base fevereiro da safra 09/10, há leve redução já que hectare demandou cerca de R$ 1,55 mil.

Para a região oeste, com Sapezal de referência (470 quilômetros de Cuiabá), o hectare deverá exigir R$ 1,51 mil e a saca custará R$ 29,08. Na temporada atual o custo/ha foi de R$ 1,53 mil.

E por fim, segundo divisão territorial aplicada pelo Imea, a região médio-norte, traz como referência o plantio em Sorriso (460 quilômetros de Cuiabá), orçado em R$ 1,48 mil e com a saca a R$ 28,60, o que na comparação com a base fevereiro apresenta redução de 5,73%, já que safra 09/10 o hectare teve custo de R$ 1,57 mil. Sorriso é o município com a maior área plantada de soja no Brasil e mundo. São 600 mil hectares destinados ao grão. Nesta divisão geográfica do Imea, a médio-norte sozinha, concentra mais de 40% da área cultivada. Na atual temporada (09/10), foram semeados mais de 2,44 milhões de hectares no médio-norte, de um total de mais de 6,20 milhões em Mato Grosso.

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Diário Cuiabá

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