Agricultores enfrentam realidades distintas em lavouras de soja em GO

Publicado em 09/02/2011 07:24 633 exibições
O tempo seco contribui com a colheita de parte das propriedades. Em outras áreas, a chuva tem interrompido o trabalho dos agricultores.

Algumas propriedades do município de Jataí, em Goiás, enfrentam realidades distintas na colheita da soja. Em algumas áreas da região, o tempo seco ajuda no trabalho nas lavouras, mas em outros pontos a chuva tem incomodado os agricultores. A área com o grão nesta safra de verão em Jataí ultrapassa os 220 mil hectares.

As máquinas trabalham a todo vapor na Fazenda Lajeado, que pertence ao agricultor Antônio Gazarini. Foram plantados na propriedade mais de oito mil hectares de uma variedade precoce. O ciclo da planta é de apenas 90 dias e a expectativa do agricultor é boa. O preço da saca da oleaginosa no mercado está em alta, custando uma média de R$ 45, o que equivale a um aumento de 30% em relação ao valor de comercialização do ano passado. Metade da produção já foi vendida para empresas de esmagamento de grãos do município.

“Em termos financeiros, o preço da soja esse ano, não só no mercado interno, teve uma boa reação”, disse Gazarini.

A produtividade na fazenda de Antônio Gazarini deve aumentar 5% em relação ao ano passado. A quantidade de chuva que caiu no período de floração da planta ajudou. O agricultor também investiu em monitoramento das pragas e adubação e o resultado foram os pés de soja bastante carregados.

Segundo o técnico agrícola Sidney Balduíno, que cuida da fazenda, a lavoura está rendendo bem, com produção de cerca de 60 sacas por hectare. “Quando a gente faz o plantio, a gente já tem o cronograma de controle fito sanitário tanto de pragas, ervas daninhas e doenças. A partir daí, a gente tenta seguir esse cronograma, fazendo todas as aplicações de inseticidas na hora correta para insetos, erva daninha e fungicida”, explicou.

Em outra região do município, que passa por uma situação diferente, a soja também já está no ponto de ser colhida, mas as máquinas ainda não saíram do galpão. A chuva tem dificultado a vida dos produtores rurais. Só na primeira semana de fevereiro o índice registrado foi de 34 milímetros, um índice 20% acima do esperado. Basta uma pequena estiagem para o agricultor colocar as máquinas na lavoura, mas logo o trabalho precisa ser interrompido.

O jeito então é torcer para São Pedro dar uma ajudinha. Em algumas áreas da lavoura as vagens já começaram a abrir. E o excesso de umidade prejudica a qualidade do grão.

“Eles apodrecem e os armazéns não aceitam. Tem um teor mínimo de umidade e de impureza. Os armazéns têm as normas”, esclareceu o agrônomo Fabrício Carvalho.

Goiás produz cerca de 10% da safra nacional de soja.

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Fonte:
Globo Rural

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