Atraso da colheita da soja muda planos de agricultores do MS

Publicado em 11/03/2011 08:04 527 exibições
Alguns produtores resolveram investir mais em outras culturas de inverno. Sem colher toda a soja não há espaço para o cultivo do milho safrinha.
O atraso na colheita da soja está mudando os planos de alguns agricultores de Mato Grosso do Sul. Como os produtores ainda estão com a terra ocupada e não conseguiram plantar o milho safrinha, decidiram reduzir a área com o grão e investir mais em outras culturas de inverno.

Na Fazenda Dulcimar, em Ponta Porã, qualquer abertura de sol já é o bastante para que o agricultor Arthur Schineider coloque todas as colheitadeiras na lavoura de soja. É hora de correr contra o tempo. A colheita está atrasada há mais de 15 dias por causa do excesso de chuva na região.

O agricultor conseguiu colher apenas 80 hectares dos 400 plantados. Trinta por cento dos grãos colhidos já foram descartados por causa da má qualidade. Para piorar a situação, sem colher toda a soja não há espaço para o cultivo do milho safrinha.

“Haverá, com certeza, uma redução de produtividade pelo atraso do cultivo do milho. Agora, abrindo o sol, tem que trabalhar enquanto o clima deixar, até a noite, para tentar ganhar um pouco mais de tempo”, explicou Schineider.

Quanto mais o agricultor demora para plantar o milho, maiores são os riscos de perdas com estiagem e geada no inverno alertam os engenheiros agrônomos. Por causa desse atraso muitos produtores estão diminuindo a área destinada ao milho para investir em culturas como braquiária, trigo, centeio e aveia.

O agricultor Joáo Augusto Colla reduziu em mais de 20% a área para o plantio do milho. Ele vai cultivar apenas 300 dos 450 hectares disponíveis. O agricultor já conseguiu devolver parte da semente do grão comprada este ano. No lugar do milho ele vai plantar aveia e centeio.

“As culturas não pedem adubação. Pode ser plantado só como cobertura de solo. Para não deixar a terra exposta e pensando já no próximo ano fazer coalhada. É ano chuvoso, é ano seco. Se no ano que vem der uma estiagem a gente já está com um pouco mais de matéria orgânica no solo, protegendo o solo”, justificou Colla.

Tags:
Fonte:
G1.com

0 comentário