Grãos: Desconfianças sobre a economia mundial pressionam mercado

Publicado em 27/06/2011 11:59 915 exibições
Nos últimos dias, o mercado de grãos vem operando baseado em boatos, desconfianças e incertezas, e não em fundamentos. Os investidores continuam focados no desenvolvimento da economia mundial e na situação financeira de alguns países europeus, principalmente a Grécia.

Diante de informações que chegam a todo o tempo, os agentes de mercado acabam aumentando sua aversão ao risco e migrando para ativos mais ativos do que as commodities. Com isso, os operadores se retiram do mercado, esperando novas baixas nos preços para retornarem às compras. Além disso, essas incertezas aceleram ainda mais a volatilidade entre as commodities agrícolas.

Nesta segunda-feira, soja, milho e trigo fecharam o pregão noturno em queda na Bolsa de Chicago, sentindo essa pressão das dúvidas sobre a macroeconomia. Os preços da oleaginosa chegaram a perder mais de 10 pontos durante a madrugada.

No início do pregão diurno, porém, os primeiros contratos da soja - julho e agosto/11 - registravam leves altas, encontrando sustentação na notícia de que a China importou 132 mil toneladas da oleaginosa, safra 10/11,

Segundo analistas da agência Bloomberg, outro fator que pesa sobre os grãos neste início de semana é a especulação sobre um possível declínio da demanda mundial por commmodities refletindo essa redução no ritmo do crescimento global.

Paralelamente a estes fatores externos, o chamado "weather market" segue atuante, e a melhora nas condições climáticas nos Estados Unidos - com o tempo mais quente e seco - favorecem o desempenho da soja e do milho e contribuem para os bons níveis de produtividade do trigo.

USDA - O que se pode notar também é o mercado de grãos na defensiva á espera dos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta semana. Hoje, o órgão deverá reportar o boletim de acompanhamento de safra e na quinta-feira (30), o relatório de estoques trimestrais e de área.

Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário