Soja fecha com mais alto preço para 2011. Clima seco é principal suporte

Publicado em 30/08/2011 16:05 e atualizado em 30/08/2011 18:42 1804 exibições
O complexo de grãos teve um dia bastante agitado nesta terça-feira sentindo, novamente, a força da volatilidade. Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregõ noturno em queda, exibindo as ações de um leve movimento de realização de lucros e estendeu essas perdas para o início da sessão diurna.

Porém, pouco depois os preços retomaram seus fôlego, relembraram seus fundamentos altistas e voltaram a avançar e o vencimento setembro/11 encerrou o dia com o melhor fechamento do ano em US$ 14,48 por bushel, com alta de 10,75 pontos. Assim como a soja, o milho também fechou no azul, mas o trigo permaneceu no campo negativo.

Após as fortes altas dos últimos dias, o mercado optou por embolsar partes dos ganhos, porém, ficou pouco tempo do lado negativo da tabela. Logo, o mercado da oleaginosa voltou a subir encontrando sustentação no clima adverso dos Estados Unidos.

As lavouras norte-americanas seguem sofrendo com a seca intensa e com a onda de calor que castiga o país. O mês de julho foi o mais seco desde 1955. Diante disso, já é estimada uma séria redução na produtividade das plantações de soja e milho, bem como uma expressiva quebra da safra.

Essa preocupação foi confirmada pelo relatório de acompanhamento de safra divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira informando uma nova piora nas condições das plantações do país.

Diante disso e com os traders adicionando prêmios climáticos às cotações, a soja ampliou seus ganhos no final da sessão e o vencimento novembro fechou o dia com o maior preço desde fevereiro de 2008.

De acordo com analistas pesquisados pela agência Bloomberg, as informações da Oil World de que o clima seco deverá prejudicar também a produção de soja no Brasil também estimularam o aumento dos preços nesta terça-feira.  A consultoria acredita que o déficit de umidade pelo qual passam as lavouras brasileiras não será compensado até um período antes do início do plantio.

Confira como ficaram as cotações no fechamento da Bolsa de Chicago:

>> SOJA


>> MILHO

>> TRIGO

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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