Conab eleva área de soja, mas reduz produção em 11/12

Publicado em 06/10/2011 16:47 293 exibições
A produção de soja na nova safra do Brasil (2011/12) deverá ficar entre 72,18 e 73,29 milhões de toneladas, indicou a Conab nesta quinta-feira, abaixo do recorde de 75,3 milhões de toneladas do ciclo anterior, por conta da expectativa de produtividade menor.

A redução para a estimativa de produção ocorre a despeito da expectativa de área maior para a oleaginosa na temporada 2011/12, que segundo a Companhia Nacional de Abastecimento deve ficar entre 24,65 milhões e 25,03 milhões de hectares, contra 24,2 milhões de hectares em 2010/11.

Segundo a Conab, em seu primeiro levantamento para a nova safra, a projeção menor de produção reflete a média da produtividade dos últimos cincos anos, inferior ao que foi registrado em 2010/11.

'Tudo dependerá das chances de ter uma forte seca no Sul, mas nesta época ainda é muito cedo para dizer... Poderemos ter uma safra menor ou talvez não', disse Silvio Porto, diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, em coletiva realizada em Brasília, após a divulgação do levantamento.

Segundo o Ministério da Agricultura, a tendência agora é de um crescimento em área, mas com ritmo menor do que no ano passado.

'A ideia agora é que é melhor investir em produtividade do que em área', disse o secretário-executivo do ministério, José Carlos Vaz, que também participou da coletiva.

A projeção da estatal é mais cautelosa que a de consultorias do setor, cujas estimativas para a nova safra variam entre 74 milhões e 75,2 milhões de toneladas.

'Lembramos que na última safra o comportamento climático foi extremamente favorável à cultura, resultando em produtividades recordes', apontou a Conab em relatório, acrescentando que a exceção em 10/11 foi em Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas na fase final do ciclo provocou perda nos rendimentos.

A Conab também prevê um incremento entre 4,2 e 7,2 por cento na área cultivada com a primeira safra de milho, para até 8,4 milhões de hectares.

Já a estimativa para a produção total de milho em 2011/12, incluindo a segunda safra, ficou entre 57,32 milhões e 58,98 milhões de toneladas, ante 57,5 milhões em 10/11.

'Há previsão de aumento de área (do milho primeira safra) devido ao estímulo provocado pelos bons preços de mercado que se mantiveram praticamente estáveis em plena colheita da segunda safra', destacou a Conab.

ALGODÃO

A área cultivada com algodão foi prevista pela Conab entre 1,35 milhão e 1,48 milhão de hectares em 2011/12, versus 1,4 milhão de hectares do ciclo anterior.

A Conab estimou a produção do algodão em pluma entre 1,93 milhão e 2,11 milhões de toneladas, podendo exceder o recorde da temporada anterior por conta dos investimentos em tecnologia, 'que salvo condições climáticas adversas (podem) garantir ligeiros ganhos de produtividade, ou manter os níveis obtidos na safra anterior'.

Em 2010/11, a safra totalizou 1,95 milhão de toneladas, que havia sido puxada por expressivo aumento de área.

SAFRA TOTAL

A nova safra de grãos do Brasil (2011/12) foi estimada entre 157 milhões e 160,58 milhões de toneladas pela Conab, versus as 162,95 milhões de toneladas em 2010/11.

A área semeada com grãos na nova safra deve ficar entre 50,43 e 51,35 milhões de hectares, contra 49,92 milhões de hectares da última safra.

Tags:
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    38 milhões de hectares e não 51... Sob os auspicios dos maiores abobalhadores midiaticos do planeta, a fonte da noticia abaixo não faz questão de esclarecer e a imprensa nacional Crt+C X Ctrl+V tal qual os papagaios repetiu ingenuamente a falsa informação de que o Basil cultivará em 2011/12 grãos 'EM' cerca de 51 milhões de hectares. Eles somam com arroz, soja, milho e algodão, o trigo, a aveia, centeio, cevada, triticale, amendoim, feijão 3 safras, sorgo e milho safrinha, ignorando a REPETIÇÃO de área, inclusive as irrigações no Brasil Central. Assim só ajudam aos Ambientalóides... e nós, ficamos omissos.

    0