O impacto da crise financeira no mercado da soja, por Liones Severo

Publicado em 02/12/2011 16:42 e atualizado em 02/12/2011 18:22 563 exibições
Não era difícil prever que a Zona do Euro, que tem um endividamento médio de 100pct do PIB, (com as economias expandidas pelos altos preços praticados em todas as commodities e demais produtos), haveria uma repercussão direta na diminuição na arrecadação de impostos e tributos em todos os países da Zona do Euro.
 
O resultado seria uma redução dos PIBs e consequentemente um aumento proporcional de seus endividamentos em relação a um PIB reduzido pela crise, ainda mais, comprometendo também a capacidade de arredação para mitigar as dívidas existentes.
 
É admirável a imprevisão da administração estratégica global, responsáveis por este prejudicado cenário economico da Zona do Euro, quando o custo de pagar a dívida da Grécia teria saido bem mais em conta.
 
Agora, a única maneira de reduzir e tornar administrável seus deficts será realçar novamente as economias de mercados com preços altos, expandir o PIB e arrecadação de impostos, competitivos o suficiente para a retomada do curso de desenvolvimento sustentado.
 
Os custos de uma instituição, empresa ou estado, concorrem com o aumento da receita, mas a recíproca não é verdadeira.  Portanto, o que podemos esperar é uma retomada ou re-evolução dos muitos mercados afetados por uma tentativa de solução muito distante do que se poderia considerar como adequada.
 
Com o advento do mundo global, os mercados se tornaram mais complexos ou de maior valor contributivo, do que foi num passado em que esses domínios prosperavam sem qualquer percepção dos prejuízos que estendiam há muitos setores produtivos, principalmente no setor agrícola primário que amargavam anos eternos de preços aviltados, sem qualquer poder de reação.
 
Nossa agricultura já não vive essa dependência, mas ainda hoje está marcado em nossa saga, o temor de assistir o levante de nossas máquinas confiscadas pelos bancos pela impossibilidade de obter uma receita legítima pela nossa produção agrícola.
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Liones Severo

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