Açúcar fecha 2ª com queda leve em NY e Londres com dólar e pressão do petróleo
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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (13) com queda leve nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado sentiu pressão do financeiro, com queda do petróleo e alta do dólar sobre o real.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York recuou 0,36%, cotado a US$ 19,64 c/lb, com máxima de 19,85 c/lb e mínima de 19,58 c/lb. Em Londres, o tipo branco teve desvalorização de 0,25% no dia, a US$ 510,10 a tonelada.
O mercado do açúcar iniciou a semana com perdas nas bolsas externas em realização de lucros, após forte alta no acumulado da semana passada. A pressão principal, porém, veio do financeiro com queda do petróleo e câmbio.
Próximo da finalização dos trabalhos do açúcar nesta segunda-feira o petróleo WTI e o Brent recuavam moderadamente nas bolsas externas, o que tende a impactar na decisão sobre o mix das usinas, ainda em meio temores com a nova cepa da Covid-19.
Ainda assim, os preços seguem ao redor de US$ 70 o barril.
"Olhando o cenário do momento, tudo indica que no ano que vem as usinas deverão priorizar a produção de açúcar. Essa percepção é completamente oposta a que discutíamos aqui há alguns meses", destacou a Archer Consulting em nota.
Além disso, o dólar subia mais de 1% sobre o real. A moeda estrangeira mais valorizada tende a encorajar as exportações e pesa sobre os preços externos.
Positivamente aos preços, o mercado segue as informações sobre as safras das origens. A Índia pode colocar um teto para suas exportações e o Brasil enfrenta produção menor em meio impacto do clima. Também ainda há dúvidas dos operadores sobre a nova temporada.
"No Brasil, os bons volumes de chuvas na região canavieira poderão favorecer uma recuperação mais efetiva do canavial e sugerir que pode ter mais cana do que o estimado atualmente para a safra 2022/23 (abr-mai)", disse o Itaú BBA em relatório.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar no mercado brasileiro seguem acima de R$ 155 a saca. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, alta de 1,30%, negociado a R$ 155,35 a saca de 50 kg.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 149,01 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,31 c/lb - estável.
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