Mercado do açúcar salta nesta 3ª feira nas bolsas de NY e Londres
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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (05) com alta leve nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado repercute a possível limitação nas exportações indianas, apesar de fatores baixistas seguirem no radar.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 0,20%, cotado a 19,65 cents/lb, com máxima de 19,81 cents/lb e mínima de 19,54 cents/lb. Em Londres, o primeiro vencimento saltou 0,72%, negociado a US$ 544,60 a tonelada.
O dia foi de oscilação dos dois lados da tabela para os futuros do açúcar. A alta acabou prevalecendo com o mercado atento para a possível limitação nas exportações indianas nesta safra, o que reduziria a oferta da segunda maior origem.
"A produção de açúcar será um recorde, mas os estoques estão se esgotando rapidamente por causa das exportações. As exportações descontroladas podem criar escassez e os preços locais podem disparar durante a época festiva", disse um alto funcionário do governo indiano à Reuters.
Como limitação dos ganhos, o petróleo tinha forte queda nesta tarde terça-feira com preocupações crescentes de que novos casos de coronavírus possam desacelerar a demanda. Por outro lado, há expectativas por novas sanções do Ocidente à Rússia.
As oscilações de preço do óleo são fundamentais para a decisão sobre o mix das usinas.
Ainda no financeiro, o dólar registrava alta expressiva no dia e também pressionava o adoçante. A moeda mais valorizada ante o real tende a encorajar as exportações das commodities, mas pesa sobre os preços externos do açúcar.
Além disso, há foco nos fundamentos do adoçante. A safra brasileira 2022/23 do Centro-Sul do Brasil começou neste mês de abril com expectativas mais positivas. A colheita nas origens asiáticas também apresentou bons resultados.
"As ofertas dos principais produtores, Índia e Tailândia, estão melhorando dia a dia e devem permanecer altas na próxima temporada", reportou a Reuters. A Tailândia deve produzir 10 milhões de toneladas de açúcar em 2021/22, um aumento de 33%, disse um grupo de usinas tailandesas.
MERCADO INTERNO
O mercado do açúcar segue valorizado, com a saca cotada acima dos R$ 140. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou estável, negociado a R$ 143,65 a saca de 50 kg.
"Pesquisadores afirmam que a sustentação dos preços tem sido atribuída a estoques limitados do cristal Icumsa até 180 nas usinas. A demanda, por sua vez, não tem dado sinais de aquecimento", disse em nota o Cepea.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 153,38 a saca - estável, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,75 c/lb com alta de 0,61%.
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