Com petróleo e safra do BR e Índia, açúcar cai forte nesta 3ª em NY e Londres
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Os contratos futuros do açúcar caíam forte nas bolsas de Nova York e Londres nesta tarde de terça-feira (03). O mercado do adoçante sente pressão acentuada do recuo do petróleo no dia, além das informações sobre a safra do Brasil e da Índia.
Às 12h13 (horário de Brasília), o açúcar do tipo bruto tinha queda de 1,05% no principal contrato na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), a 19,83 cents/lb. Já no terminal de Londres, o tipo branco perdia 1,15%, a US$ 548,00 a tonelada.
O mercado do açúcar acompanha nesta tarde de terça-feira as perdas que são registradas no petróleo, que impactam diretamente em todos os produtos ligados ao setor de energia. No Brasil, as usinas têm a opção de produção do açúcar ou etanol.
Além disso, repercutem os dados sobre as principais origens produtoras do adoçante.
As usinas da Índia produziram no acumulada da safra atual, entre os meses de outubro e dezembro, 12,07 milhões de toneladas de açúcar, o que representa uma alta de 3,7% ante o mesmo período do ano anterior, e amplia a oferta.
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxe nos últimos dias que espera na safra 2022/23 do Brasil uma moagem de cana de 598,3 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% ante o levantamento anterior e também do ciclo passado.
A consultoria Datagro estimou também que a safra 2023/24 de cana do Centro-Sul deve subir para 590 milhões de toneladas. Ambas as últimas safras de cana-de-açúcar do Brasil devem dar suporte importante para um estimado superávit global de açúcar.
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